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Explosão é sentida até na ilha de Chipre, a 200 quilômetros do Líbano

Moradores de Chipre ouviram dois grandes estrondos e algumas casas tremeram; hospitais de Beirute não dão conta de atender os feridos

Equipes de resgate correm para socorrer feridos; hospitais já estão superlotados (Mohamed Azakir/Reuters)

Equipes de resgate correm para socorrer feridos; hospitais já estão superlotados (Mohamed Azakir/Reuters)

CA

Carla Aranha

Publicado em 4 de agosto de 2020 às 16h11.

Última atualização em 5 de agosto de 2020 às 13h18.

As explosões no porto de Beirute que aconteceram nesta terça-feira, 4, foram sentidas até na ilha de Chipre, a mais de 200 quilômetros do Líbano. Segundo a imprensa local, moradores relataram ter ouvido dois grandes estrondos, um após o outro. Na capital, Nicosia, moradores disseram que algumas construções tremeram.

O ministro do interior do Líbano, Mohammed Fahmi, afirmou nesta terça-feira que as explosões ocorreram em depósitos de nitrato de amônia no porto de Beirute, mas ainda não há confirmações oficiais sobre o que de fato ocorreu. A suposição inicial foi que materiais químicos de uma fábrica de fogos de artifício, na região do porto, tivessem explodido.

O presidente Michel Aoun publicou em sua conta no Twitter que convocou nesta terça-feira uma reunião de emergência do Conselho de Defesa. 

Hospitais

Jornalistas locais relatam que os hospitais já estão cheios e não conseguem atender novos pacientes que chegam com ferimentos. "Os corredores dos hospitais estão lotados de gente coberta de sangue, chorando", disse o jornalista libanês Timour Azhari, correspondente no Líbano da rede Al Jazeera. 

Muitos centros de saúde estavam operando com capacidade reduzida, já que boa parte dos profissionais não está recebendo o salário integralmente. O Líbano passa pela pior crise econômica de sua história, com uma dívida pública que chega a 170% do PIB, turbinada por um crescente descontrole orçamentário, e uma taxa de desemprego de 30%.

Sem recursos para fazer frente às despesas, o governo diminuiu o salário dos funcionários públicos. Também falta dinheiro para manter os centros de saúde em pleno funcionamento. Nas últimas semanas, cortes de energia elétrica passaram a ser frequentes.

 

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