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Europa terá ano decisivo com eleições que podem alterar forças políticas

Pleitos presidenciais, legislativos e locais em países como Portugal, Reino Unido e Hungria movimentam o cenário europeu em 2026

Bandeiras de países e da União Europeia: continente terá ano de eleições decisivas (AFP/AFP)

Bandeiras de países e da União Europeia: continente terá ano de eleições decisivas (AFP/AFP)

Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 16h10.

A Europa entra em 2026 com uma agenda eleitoral densa, que inclui eleições presidenciais, legislativas e locais em países estratégicos como Portugal, Reino Unido, Hungria e Rússia.

Os resultados podem reconfigurar o equilíbrio de poder no continente, tanto em nível nacional quanto no funcionamento da União Europeia. As informações são da agência EFE.

Segundo o Instituto de Política Europeia, think tank com sede em Berlim, as eleições nos países-membros do bloco são fundamentais porque determinam a composição do Conselho Europeu e do Conselho de Ministros.

Além disso, os parlamentos nacionais têm papel relevante no processo de integração europeu.

Mudanças presidenciais e disputas abertas

Portugal abre o calendário com eleições presidenciais no dia 18 de janeiro, após uma década de Marcelo Rebelo de Sousa no cargo.

As pesquisas indicam empate técnico entre quatro candidatos principais: Luís Marques Mendes (conservador), André Ventura (extrema-direita), António José Seguro (socialista) e Henrique Gouveia e Melo (militar da reserva).

Um segundo turno em 8 de fevereiro é considerado provável.

Estônia e Bulgária também terão troca de presidentes. Em outubro, termina o mandato de Alar Karis, com sucessão definida pelo Parlamento estoniano.

Na Bulgária, além das presidenciais previstas para o outono, ocorrerão eleições parlamentares em março — os oitavos pleitos em cinco anos, reflexo da instabilidade política no país.

No Kosovo, o Parlamento vota em março a presidência, com Vjosa Osmani buscando a reeleição.

Parlamentares decisivas em países estratégicos

Na Rússia, o partido governista Rússia Unida tenta manter a maioria nas eleições parlamentares de setembro, as segundas desde o início da guerra contra a Ucrânia.

A Hungria realiza legislativas em abril. O Fidesz, partido do primeiro-ministro Viktor Orbán, tenta manter o controle após 16 anos de maioria absoluta. A oposição conservadora busca reduzir esse domínio.

Outros países também vão às urnas: Letônia (até outubro), Eslovênia (22 de março), Chipre (24 de maio), Suécia (13 de setembro) e Dinamarca, onde a data ainda será definida.

Em todos esses casos, os pleitos podem redefinir as coalizões de governo e o posicionamento dos países dentro da UE.

Eleições locais com peso nacional

No Reino Unido, as eleições locais de 7 de maio serão um teste para o governo trabalhista de Keir Starmer, que enfrenta desgaste.

O Reform UK, partido de direita liderado por Nigel Farage, aparece bem em algumas pesquisas. Na Escócia, o SNP pode reavivar o debate sobre independência.

A Alemanha terá foco nas eleições regionais. Em março, votam Baden-Württemberg e Renânia-Palatinado. Em setembro, o destaque será para a Saxônia-Anhalt e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde a direitista AfD lidera com até 40% das intenções de voto. Berlim também terá eleição no mesmo mês.

Na Itália, 2026 será marcado por eleições locais em mais de 900 municípios, incluindo grandes centros como Veneza.

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