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EUA questiona transparência da política 'covid zero' da China

Desde sexta-feira, 25, a China enfrenta uma onda forte de protestos contra as rígidas medidas; entenda

Covid zero: política chinesa que é motivo de protestos no país é questionada pelos EUA (Noel Celis/AFP)

Covid zero: política chinesa que é motivo de protestos no país é questionada pelos EUA (Noel Celis/AFP)

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Estadão Conteúdo

28 de novembro de 2022, 07h12

O epidemiologista-chefe do governo dos Estados Unidos, Anthony Fauci, disse neste domingo, 27, que "faltou transparência" e "maior proteção" para os mais vulneráveis por parte do governo da China dentro de sua política "covid zero".

"Mesmo quando não há nada a esconder, eles agem de forma suspeita e não transparente", disse ele, em entrevista à emissora NBC. A fala foi acompanhada por outras autoridades americanas.

Ao programa This Week, da ABC, o coordenador do governo de Joe Biden para a pandemia, Ashish Jha, também questionou a estratégia do grande asiático no controle da pandemia, ressaltando ser "improvável" que a China controle o vírus por conta própria "sem uma campanha de vacinação aprimorada" que possa aumentar a imunidade entre a população.

"Eu recomendaria que a China adotasse a estratégia de garantir que todos sejam vacinados, principalmente os idosos. Acho que esse é o caminho para sair desse vírus. Lockdowns e covid zero serão muito difíceis de sustentar."

Protestos

Desde sexta-feira, 25, a China enfrenta uma onda forte de protestos contra as rígidas medidas da política 'covid zero'. Neste domingo, inclusive, os manifestantes chegaram a pedir a renúncia do líder chinês, Xi Jinping. Os atos estão sendo considerados a demonstração de oposição mais difundida em décadas contra o partido governista.

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