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EUA querem engajamento do Brasil contra EI

Responsável por Américas no Departamento de Estado dos EUA disse que Brasil contribuiria no combate ao grupo radical EI


	Dilma: presidente criticou ataques dos EUA ao EI
 (Mike Segar/Reuters)

Dilma: presidente criticou ataques dos EUA ao EI (Mike Segar/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 27 de setembro de 2014 às 10h09.

Nova York - Dois dias depois de a presidente Dilma Rousseff criticar os bombardeios dos EUA contra o Estado Islâmico (EI), a responsável por Américas no Departamento de Estado americano, Roberta Jacobson, disse ter "esperança" de que o Brasil contribua de alguma maneira no combate ao grupo radical. Segundo ela, um país "grande e importante" como o Brasil teria um papel a desempenhar nos esforços liderados por Washington.

Depois de discursar na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na quarta-feira, Dilma deu entrevista na qual sustentou que o ataque ao Estado Islâmico não era o caminho mais eficaz para derrotar a organização. "Vocês acham que bombardear o Isis (como era conhecido o grupo radical, em sua sigla em inglês) resolve o problema? Porque, se resolvesse, acho que estaria resolvido no Iraque. E o que se tem visto no Iraque é a paralisia", afirmou, defendendo o uso da "diplomacia" para solucionar o conflito.

Roberta disse ontem (26), em entrevista coletiva, que não tinha informações sobre a apresentação de pedido específico para o Brasil colaborar no combate ao EI. Segundo ela, representantes dos EUA tiveram inúmeros encontros com autoridades de outros países nos últimos três dias em Nova York, durante a Assembleia-Geral da ONU. Mas ressaltou: "Certamente, nós temos esperança de que cada país possa contribuir".

Dilma criticou o ataque ao EI depois de o presidente Barack Obama ter usado seu discurso na ONU para pedir o engajamento de todos os países da organização na luta contra o grupo terrorista.

Ontem (26), Roberta afirmou que o Brasil poderia "ser útil e dar apoio" em atividades como assistência humanitária, combatentes estrangeiros e área financeira. "Ainda temos esperança em relação a isso." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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