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Trump anuncia acordo para desarmamento do Hamas em Gaza

De acordo com o presidente, o acordo deve abrir caminho para que Gaza passe a ser governada por um novo governo palestino, que atuará em conjunto com o Conselho de Paz

US President Donald Trump speaks to the press during a NATO Summit at Bestepe Presidential Compound in Ankara, on July 8, 2026. The summit comes at a fraught time for the 77-year-old transatlantic alliance, with the US President demanding members make good on a pledge to ramp up defence spending as Washington takes a step back from Europe. (Photo by SAUL LOEB / AFP) (Saul Loeb/AFP)

US President Donald Trump speaks to the press during a NATO Summit at Bestepe Presidential Compound in Ankara, on July 8, 2026. The summit comes at a fraught time for the 77-year-old transatlantic alliance, with the US President demanding members make good on a pledge to ramp up defence spending as Washington takes a step back from Europe. (Photo by SAUL LOEB / AFP) (Saul Loeb/AFP)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 30 de julho de 2026 às 20h24.

Última atualização em 30 de julho de 2026 às 20h35.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 30, que o Conselho da Paz fechou um acordo para o desarmamento completo do Hamas e de outros grupos armados na Faixa de Gaza. 

Segundo Trump, o entendimento representa um passo importante para a implementação do seu plano de 20 pontos para a região.

De acordo com o presidente, o acordo deve abrir caminho para que Gaza passe a ser governada por um novo governo palestino, que vai atuar em conjunto com o Conselho. Em compensação, Israel teria garantida a segurança que reivindica, com o território deixando de servir como base para ataques.

Trump apresentou um cronograma dividido em etapas. Pelo plano, o avanço do desarmamento seria acompanhado pela retirada gradual das forças israelenses de Gaza e pela entrada de uma Força Internacional de Estabilização. A segurança da população local e das áreas vizinhas passaria a ser responsabilidade desse contingente, em conjunto com uma nova força policial palestina.

Na publicação, o presidente fez um paralelo com a situação há um ano, quando a região vivia uma guerra em curso, crise humanitária e reféns mantidos em cativeiro. Ele classificou o novo acordo como um "progresso histórico", ainda que tenha reconhecido que "ainda há muito trabalho pela frente".

Trump agradeceu aos mediadores do processo, Egito, Catar e Turquia, e também à sua equipe, atribuindo a eles papel central na negociação. Ele afirmou ainda que a ameaça que se originou em Gaza em 7 de outubro "não terá permissão para se reconstruir" e reforçou que o território deve ficar sob controle de um governo palestino voltado ao atendimento da população.

Até o momento, apenas Trump confirmou o acordo. 

O que é o Conselho de Paz?

Em janeiro de 2026, Trump apresentou oficialmente, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, o chamado Conselho de Paz, uma organização internacional idealizada pelo seu governo para atuar na resolução de conflitos globais como uma alternativa à Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o texto fundador, o Conselho de Paz é presidido por Trump, que também atuará separadamente como representante dos Estados Unidos. Apenas o presidente do conselho —Trump — pode convidar novos membros e revogar participações, salvo veto por maioria qualificada de dois terços dos Estados integrantes.

O conselho executivo terá sete membros fixos e será liderado por Trump. Entre os nomes confirmados estão o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o empresário Jared Kushner, genro do presidente, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, além de executivos do setor financeiro e representantes ligados ao Conselho de Segurança Nacional dos EUA.

O estatuto do Conselho afirma que sua missão é “promover a estabilidade, restabelecer uma governança confiável e legítima e garantir uma paz duradoura” em regiões afetadas por conflitos, ao mesmo tempo em que critica “instituições e enfoques que falharam repetidamente”, em referência indireta à ONU.

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