Mundo

EUA podem liberar sanções adicionais à Venezuela ainda nesta semana, diz Bessent

Decisão busca atrair investimentos privados e permitir que empresas retomem operações no setor petrolífero venezuelano

EUA: secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent (Allison ROBBERT/AFP)

EUA: secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent (Allison ROBBERT/AFP)

Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 19h03.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse em entrevista à Reuters que o país pode suspender já nesta semana sanções adicionais contra a Venezuela, com o objetivo de facilitar a comercialização de petróleo.

Atualmente, as restrições impedem que bancos internacionais e outros credores negociem com o governo venezuelano sem autorização, complicando a reestruturação de uma dívida estimada em cerca de US$ 150 bilhões — considerada essencial para atrair novamente investimentos privados ao país, informou a Reuters.

Bessent acrescentou que também terá encontros nesta semana com dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial para tratar da retomada das relações com a Venezuela.

Ele destacou que quase US$ 5 bilhões em ativos venezuelanos, pertencentes ao programa de Direitos Especiais de Saque (DES) do FMI e atualmente congelados, poderiam ser utilizados para auxiliar a reconstrução econômica do país.

Segundo a Reuters, o Departamento do Tesouro dos EUA analisa medidas que facilitem a repatriação dos recursos obtidos com a venda de petróleo venezuelano, a maior parte armazenada em navios.

Bessent afirmou acreditar que empresas menores e de capital privado retornariam rapidamente ao setor petrolífero da Venezuela.

As iniciativas integram o esforço do governo Trump de estabilizar o país e incentivar a volta de produtores de petróleo americanos, uma semana após forças dos EUA terem capturado o presidente Nicolás Maduro.

Na sexta-feira, 9, à noite, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que protege receitas do petróleo venezuelano mantidas em contas do Tesouro norte-americano. O decreto impede que credores da Venezuela acessem esses valores e evita que sejam confiscados para pagamento de dívidas ou outras demandas legais, informou a Casa Branca.

Acompanhe tudo sobre:Estados Unidos (EUA)VenezuelaPetróleo

Mais de Mundo

Peru: quem são os candidatos a presidente e como será a eleição-relâmpago

Por que Mark Zuckerberg vai depor sobre redes sociais nos EUA

China supera EUA em lançamentos de submarinos entre 2021 e 2025

Putin recebe chanceler de Cuba em meio a crise de combustível