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EUA descartam sanções adicionais à Rússia para não afetar processo de paz com Ucrânia

Posição do governo americano contrasta com a de seus aliados da União Europeia, que hoje anunciaram o 17º pacote de sanções à Rússia desde a invasão da Ucrânia

 (AFP)

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EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 20 de maio de 2025 às 21h09.

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, descartou nesta terça-feira a imposição imediata de sanções adicionais à Rússia e disse que novas pressões poderiam afetar as negociações de paz com a Ucrânia, no mesmo dia em que a União Europeia anunciou um novo pacote de medidas punitivas contra o país.

Rubio disse a um comitê do Senado que o presidente Donald Trump “acredita que se ele começar a ameaçar com sanções, os russos vão parar de falar”, e que “é valioso” poder falar com eles e “convencê-los a vir para a mesa de negociações”.

No entanto, o chefe da diplomacia americana advertiu que os EUA poderiam determinar a aplicação de novas sanções à Rússia se não vissem nenhum interesse de sua parte em chegar a um acordo de paz duradouro com a Ucrânia, embora não tenha detalhado qual prazo estão considerando para tomar essa decisão.

Questionado pelos senadores sobre a posição adotada pelo governo, Rubio insistiu que a administração não tem sido indulgente com a Rússia, e que “nem uma única sanção foi suspensa” para o país.

“Todas as sanções do governo anterior ainda estão em vigor. Portanto, essa ideia de que cedemos influência... Temos a mesma influência hoje que tínhamos no governo anterior”, respondeu, ao se referir ao mandato de Joe Biden, que manteve uma posição de rejeição aberta ao presidente russo, Vladimir Putin.

A posição dos EUA contrasta com a de seus aliados da União Europeia, que hoje anunciaram o 17º pacote de sanções à Rússia desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, tendo como alvo navios-tanque que ajudam clandestinamente a contornar as restrições ao petróleo russo.

Trump teve uma conversa de duas horas com Putin na segunda-feira, que ele descreveu como “muito boa”, depois de ter conversado com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e vários líderes europeus.

Ele disse que Moscou e Kiev concordaram em iniciar negociações de paz imediatas que visam buscar um fim permanente para o conflito.

Representantes de Ucrânia e Rússia se reuniram na Turquia na última semana, mas o único acordo tangível dessa reunião foi a troca de 1.000 prisioneiros de guerra de cada lado e a promessa de intercambiar listas de condições para um eventual cessar-fogo.

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