Mundo

EUA congelam US$ 30 bi em contas do Governo líbio

Valor é o maior já bloqueado pelos EUA; Departamento de Estado acredita que Kadafi controla o fundo soberano da Líbia

Barack Obama anunciou na última sexta-feira a imposição de sanções contra Kadafi (Win McNamee/Getty Images)

Barack Obama anunciou na última sexta-feira a imposição de sanções contra Kadafi (Win McNamee/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de fevereiro de 2011 às 18h03.

Washington - As autoridades americanas congelaram US$ 30 bilhões de ativos líbios sob jurisdição dos EUA como parte do programa de sanções a Trípoli, informou nesta segunda-feira o Departamento do Tesouro.

"Pelo menos US$ 30 bilhões de ativos do Governo líbio foram bloqueados. Este é o maior bloqueio de fundos no marco de um programa de sanções por parte dos EUA", assinalou David Cohen, sub-secretário para inteligência financeira e antiterrorista.

Em um encontro com jornalistas, Cohen explicou que um número não determinado de entidades financeiras dos EUA cancelou o acesso a várias contas vinculadas com o Governo da Líbia e com a família Kadafi durante o fim de semana.

Segundo o funcionário do Tesouro, a maioria dos fundos congelados pertencem ao Banco Central da Líbia e ao Fundo de Investimento Soberano, Libyan Investment Authority, que para os Estados Unidos estão controlados por Kadafi e sua família.

A decisão se insere no programa de sanções imposto pela Administração do presidente dos EUA, Barack Obama, que anunciou na sexta-feira passada a imposição de um embargo de armas e o congelamento de fundos do regime, para que o regime de Muammar Kadafi "preste contas".

Nesse sentido, o Departamento do Tesouro enviou na sexta-feira passada um alerta aos bancos americanos sobre possíveis "aumentos no movimento de ativos" por parte de altos cargos líbios em relação aos protestos atuais contra o Governo de Kadafi.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosEstados Unidos (EUA)ÁfricaDiplomaciaLíbia

Mais de Mundo

Irã confirma acordo com EUA e indica reabertura do Estreito de Ormuz

Trump recua e anuncia suspensão de ataques ao Irã por duas semanas; Teerã concorda com a proposta

Com 5.177 armas nucleares, EUA pode usar arsenal por míssil, avião e submarino

Paquistão pede aos EUA o adiamento em duas semanas do ultimato ao Irã para reabertura de Ormuz