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EUA ameaçam Peru após adiamento de compra bilionária de caças

Negociação de US$ 3,5 bilhões envolve gigantes da indústria militar

Caça F-16 Block 70 da Lockheed Martin, uma das aeronaves que o governo dos USA visa adquirir do Peru. (Getty Images)

Caça F-16 Block 70 da Lockheed Martin, uma das aeronaves que o governo dos USA visa adquirir do Peru. (Getty Images)

Ana Dayse
Ana Dayse

Colaboradora

Publicado em 19 de abril de 2026 às 08h14.

Os Embaixador do Peru nos Estados Unidos ameaçou o governo do Peru após o adiamento da compra de 24 caças militares para as Forças Armadas peruanas. A decisão foi anunciada pelo presidente interino José María Balcázar, que afirmou que o processo será conduzido pelo próximo governo, eleito no segundo turno das eleições marcado para 7 de junho.

Após o anúncio, o embaixador dos EUA no país, Bernie Navarro, publicou uma mensagem na redes social X com tom de advertência.Se negociarem de má-fé com os EUA e minarem os interesses americanos, tenham a certeza de que, como representante da Administração Trump, utilizarei todas as ferramentas disponíveis para proteger e promover a prosperidade e a segurança do nosso país e da região.”, afirmou.

Compra de caças envolve bilhões e empresas internacionais

A aquisição de aeronaves militares foi anunciada em 2024 pela então presidente Dina Boluarte, com previsão de investimento de US$ 3,5 bilhões. O plano incluía US$ 2 bilhões em 2025 e US$ 1,5 bilhão em 2026, financiados por empréstimos internos.

Entre as empresas interessadas estão a Lockheed Martin, com o caça F-16 Block 70, a Saab, com o Gripen, e a Dassault Aviation, com o Rafale. Os novos caças devem substituir aeronaves antigas da frota peruana, como os Mirage 2000 e os MiG-29.

Navarro pede para governo de transição lidar com a compra

Segundo Balcázar, em em entrevista à rádio local RPP, na noite desta sexta-feira, 17  o governo de transição não deve assumir compromissos financeiros de grande porte.

“Isso implica uma dívida enorme para o país. Dado que meu governo é de transição e termina em julho, acho que devemos deixar para o novo governo, que assumirá com a vontade democrática e forte dos cidadãos, lidar com questões dessa magnitude. Para nós, comprometer uma quantia tão grande de dinheiro com o governo entrante seria uma prática inadequada para um governo de transição”, afirmou.

O presidente também destacou que a compra ainda não foi concluída, não houve desembolso de recursos e nenhum contrato foi assinado.

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