EUA acusam Irã de prejudicar a economia mundial com ataque a refinarias

Trump autorizou o uso da reserva de petróleo bruto, se necessário, após o corte de produção causado pelo ataque com drones na Arábia Saudita

Viena — O governo dos Estados Unidos acusou nesta segunda-feira o Irã de ter cometido "um ataque deliberado à economia mundial", referindo-se às explosões registradas no último sábado em duas refinarias de petróleo na Arábia Saudita.

"Quero reiterar que os Estados Unidos condenam totalmente o ataque do Irã ao reino da Arábia Saudita, e pedimos a outras nações que façam o mesmo. Esse comportamento é inaceitável e eles precisam responder por isso", denunciou o secretário de Energia dos Estados Unidos, Rick Perry, em Viena, na Áustria.

Perry disse se tratar de um "ataque deliberado" à economia mundial e ao mercado de energia, e anunciou que o presidente americano, Donald Trump, autorizou a reserva estratégica de petróleo a fornecer petróleo bruto, se necessário, diante do corte de produção causado pelo ataque com drones a essas instalações.

"Apesar dos malignos esforços do Irã, estamos confiantes de que o mercado será resistente e responderá positivamente", afirmou.

Perry discursou hoje antes da Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), realizado nesta semana em Viena e na qual, entre outros assuntos, será discutido o programa atômico conflitante do Irã.

A esse respeito, Perry enviou uma mensagem de Trump dizendo que os EUA seguirão aplicando a "máxima pressão" sobre as "ameaças" nucleares da Coreia do Norte e Irã.

O secretário de Energia reivindicou que a comunidade internacional insista que Teerã abandone suas "ambições nucleares e encerre seu comportamento maligno".

O Irã descumpriu nos últimos meses vários aspectos do acordo nuclear fechado em 2015, que, em troca do levantamento de sanções, concordaram em limitar seu programa atômico para mostrar que não tinha capacidade nem vontade de desenvolver armas atômicas.

Hoje, o Irã insistiu na AIEA que essas violações eram a resposta à saída dos EUA, no ano passado, do acordo e a imposição de novas sanções para sua economia, especialmente às suas exportações de petróleo.

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