Egito condena 11 pessoas à morte por tragédia em 2012

Réus estiveram envolvidos em violentos distúrbios ocorridos em fevereiro de 2012 durante um jogo de futebol, quando 74 pessoas morreram e 254 ficaram feridas

Cairo - Um tribunal da cidade egípcia de Port Said (noroeste) confirmou nesta terça-feira a condenação à morte de 11 pessoas pelo envolvimento nos violentos distúrbios ocorridos em fevereiro de 2012 durante um jogo de futebol, quando 74 pessoas morreram e 254 ficaram feridas.

A corte penal de Port Said, em uma sessão transmitida ao vivo pela televisão estatal egípcia, confirmou a pena capital para esses 11 acusados, que tinham sido condenados de forma provisória em 19 de abril pelo mesmo tribunal.

O juiz que preside o tribunal, Mohammed al Said, ditou hoje a sentença após ter recebido a opinião não vinculativa do mufti do Egito, máxima autoridade religiosa do país, Shauqi Alam.

Das 73 pessoas que foram julgadas no total, 21 foram absolvidas, enquanto as outras foram condenadas a penas de prisão de entre cinco e 15 anos, e só um dos acusados recebeu uma pena de um ano de prisão.

O diretor da Segurança da província de Port Said, o general Issam Edin Samak, e o chefe da Polícia do Meio Ambiente de Port Said, Mohammed Saad, foram condenados a cinco anos de prisão cada um pelo envolvimento nos distúrbios, que ocorreram sem que as forças de segurança interviessem.

Também foi condenado a cinco anos de prisão o diretor-executivo do Clube de Futebol Al-Masri, time local de Port Said, cujos torcedores foram acusados de ter atacado os da equipe adversária, Al Ahli, procedente do Cairo, desencadeando a violência que deixou mais de 70 mortos entre a torcida do Al Ahli.

O veredicto de hoje ainda pode ser recorrido perante o Tribunal de Cassação, que é o último recurso possível no sistema de justiça egípcio.

Em fevereiro de 2014, o Tribunal de Cassação anulou anteriormente uma primeiro decisão na qual foram condenados à morte 21 acusados pelo conhecido como massacre do estádio de Port Said.

O julgamento teve que ser repetido e o de hoje é o segundo veredicto emitido neste caso, que foi muito polêmico no Egito e em torno do qual ainda existem muitas incógnitas.

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