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Egito: 7 morrem em confrontos entre polícia e manifestantes

Confrontos nas ruas foram os mais sangrentos desde que mais de 50 apoiadores de Mursi foram mortos há uma semana

Apoiador de Mursi joga pedra na polícia: violência está localizada numa região mais restrita do que nos dias seguintes à deposição de Mursi, quando 92 pessoas morreram (Asmaa Waguih/Reuters)

Apoiador de Mursi joga pedra na polícia: violência está localizada numa região mais restrita do que nos dias seguintes à deposição de Mursi, quando 92 pessoas morreram (Asmaa Waguih/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 16 de julho de 2013 às 08h20.

Cairo - Sete pessoas morreram e mais de 260 ficaram feridas quando partidários de Mohamed Mursi entraram em confronto com as forças de segurança e manifestantes contrários ao presidente deposto durante a madrugada, em mais um incidente de violência nas ruas do Egito.

Duas pessoas foram mortas em uma ponte no centro de Cairo onde a polícia e ativistas anti-Mursi entraram em confronto com alguns apoiadores do presidente deposto que estavam bloqueando o caminho através do rio Nilo. Outras cinco foram mortas no bairro de Giza, também no Cairo, disse o chefe dos serviços de emergência, Mohamed Sultan.

Os confrontos nas ruas, que avançaram até as primeiras horas da manhã de terça, foram os mais sangrentos desde que mais de 50 apoiadores de Mursi foram mortos há uma semana. A violência ofusca tentativas das autoridades de avançar com a transição para um regime civil completo, através da nomeação um novo gabinete depois que o Exército derrubou Mursi, um islamista, em 3 de julho.

"Nós estávamos agachados no chão, estávamos orando. De repente houve gritaria. Olhamos para cima e a polícia estava na ponte atirando bombas de gás lacrimogêneo sobre nós", disse o manifestante pró-Mursi Adel Asman, de 42 anos, que estava tossindo, cuspindo e derramando Pepsi em seus olhos para aliviar o efeito do gás lacrimogêneo.

A calma retornou após o nascer do sol. A violência está localizada numa região mais restrita do que nos dias seguintes à deposição de Mursi, quando 92 pessoas morreram, mas os egípcios ainda estão preocupados com a capacidade das autoridades para restaurar a ordem.

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