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Brasileira é investigada por golpe de até R$ 100 milhões nos EUA

Camila Dias Briote, nacional brasileira do Estado do Paraná e naturalizada americana, é investigada por aplicar golpes milionários com joias raras nos EUA

Publicado em 19 de maio de 2026 às 06h01.

A paranaense Camila Dias Briote, naturalizada americana, enfrenta acusações de estelionato após ter, alegadamente, aplicado golpes milionários utilizando joias de luxo. Segundo fontes americanas, o prejuízo pode chegar a R$ 100 milhões, o que equivale a cerca de US$ 19,9 milhões.

A brasileira é acusada de ter desviado centenas de joias caras enquanto atuava como intermediária na venda de joias de luxo, especialmente em transações internacionais entre os EUA e o Brasil. Segundo dados apurados pela Globo e pelo Estadão, Briote conquistaria a confiança de profissionais do ramo e adquiriria as peças para revenda. 

No começo, teria feito pagamentos regulares e devoluções, mas, ao longo do tempo, teria parado de repassar os valores e de devolver as joias, que acabavam, muitas vezes, sendo revendidas a preços muito abaixo do mercado em lojas de penhor - um dos exemplos citados pelo Fantástico é a venda de um colar avaliado em US$ 120 mil, penhorado por apenas US$ 6 mil.

Mesmo assim, suas vítimas relatam prejuízos milionários, com uma delas afirmando ter perdido cerca de US$ 1,6 milhão em joias desaparecidas e em pagamentos não cumpridos.

Além disso, Briote também enfrenta no Brasil acusações diferentes de estelionato, dessa vez operando com a venda de bolsas de grife, em cifras de prejuízo que superam os R$ 4 milhões.

Um "rosto bonitinho" e o "grand finale"

Em entrevista ao Fantástico, o advogado Arthur Migliari, que representa algumas das vítimas, disse que o esquema se baseava em conquistar a confiança dos mercadores de joias por meio da comunicação, da credibilidade e, inclusive, de sua própria aparência. As investigações até então sugerem que esse era um padrão recorrente em suas operações, com Briote se apresentando como uma profissional conhecida no ramo, representando joalherias famosas e prometendo lucros elevados em negociações internacionais.

Após ganhar credibilidade, Briote se sentia confiante para aplicar golpes cada vez maiores. Os lucros eram destinados a manter um estilo de vida luxuoso, ostentado nas redes sociais.

"É o rosto bonitinho, uma pessoa falante, bem apresentável. Ela consegue a confiança das vítimas e depois vem a segunda parte, que é pegar as joias, o grand finale", disse Arthur Migliari, advogado que representa algumas das vítimas.

O inquérito revela mensagens entre Camila e suas vítimas, com promessas de transferências bancárias que nunca foram concluídas. Vítimas revelam ainda comprovantes falsificados e créditos sem fundo apresentados pela brasileira, que também enviava vídeos com dinheiro em espécie para convencer credores dos pagamentos. Atualmente, o caso é acompanhado inclusive pelo FBI.

A defesa de Briote revela que as acusações "não têm respaldo jurídico" e que "não há comprovação de irregularidades em território brasileiro". Por sua vez, autoridades tanto no Brasil quanto nos EUA afirmam que acompanham o caso, mas nenhum dos países divulgou detalhes das investigações, que ainda estão em andamento.

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