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E-commerce de saúde cresce e muda padrão de consumo na China

Vendas online cresceram mais do que o varejo em 2025

Farmácia e compras online (iStock/Getty Images)

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China2Brazil
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Agência

Publicado em 15 de abril de 2026 às 17h23.

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As vendas de medicamentos por e-commerce na China crescem acima da média do varejo, enquanto o canal online-to-offline (O2O) projeta expansão anual de 15,9% entre 2024 e 2030.

Segundo a Meituan Healthcare, a empresa já atende 380 milhões de usuários, majoritariamente entre 25 e 40 anos, e que mais de 20% dos pedidos ocorrem à noite. Esse conjunto indica uma mudança no consumo de saúde no país, ampliando a disputa por espaço em um setor que combina e-commerce, serviços médicos e gestão de dados.

Desde o início do ano, Meituan e JD Health lançaram produtos com IA e iniciaram uma disputa no setor de saúde digital. Em 14 de abril, durante a Conferência de Saúde de Wuzhen, a Meituan Healthcare apresentou o “Xiaotuan Health Manager”, um assistente voltado à gestão da saúde no cotidiano familiar.

Segundo Wu Jiani, responsável pelo varejo instantâneo de saúde da Meituan, o setor passa por mudanças estruturais. O crescimento não se concentra em medicamentos para doenças agudas. A demanda avança em produtos de cuidados pessoais, tratamentos de doenças crônicas e itens de uso doméstico. O padrão de consumo aponta para maior gestão de saúde fora de hospitais.

A JD Health anunciou em 9 de abril a atualização da estratégia “IA + dispositivos médicos”. A empresa pretende integrar o sistema JoyInside a 1 milhão de dispositivos em um ano. Desde 2025, lançou soluções com IA aplicadas a equipamentos como monitores contínuos de glicose e respiradores.

A Alibaba Health desenvolveu o sistema “Hydrogen Ion”, com foco em suporte baseado em evidências, busca inteligente e análise de literatura científica. A proposta atende principalmente profissionais de saúde e integra dados médicos.

As três plataformas atuam no mesmo mercado, mas seguem estratégias distintas. Zhang Yi, CEO da iiMedia Research, afirma que a JD Health se apoia na cadeia de suprimentos e na logística de medicamentos; a Alibaba Health investe em ecossistemas e soluções para médicos; a Meituan prioriza serviços integrados ao cotidiano. Há sobreposição em assistentes de IA e gestão de doenças crônicas, mas cada empresa aprofunda seu próprio nicho.

Zhang Yi afirma que o investimento em IA ocorre com a saturação do tráfego no e-commerce tradicional. O setor de saúde apresenta alta frequência de uso, maior valor por transação e recorrência, o que permite criar novos modelos de monetização e barreiras competitivas baseadas em dados.

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