Diretor da OMS afirma que vacina não resolverá vulnerabilidades

Comentário foi feito durante a abertura da Assembleia Mundial da Saúde

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou nesta segunda-feira que uma vacina contra a covid-19 é necessária com urgência, mas ressaltou que um imunizante por si só não resolverá todas as vulnerabilidades da crise global. O comentário foi feito na abertura da Assembleia Mundial da Saúde, antes do anúncio sobre a eficácia da vacina desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech.

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"Uma vacina não pode resolver o subinvestimento global em funções essenciais de saúde pública e sistemas de saúde resilientes, nem a necessidade urgente de uma abordagem que englobe humanos, animais e o planeta que compartilhamos", afirmou o diretor. Tedros ainda indicou que 186 países já participam da iniciativa Covax para a distribuição de vacinas.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, comemorou o anúncio da Pfizer e da BioNTech de que a vacina experimental que desenvolvem em conjunto se mostrou 90% eficaz na prevenção do coronavírus. No entanto, o democrata ponderou que a notícia não encerra a luta contra a doença. "É importante entender que o fim da batalha contra a covid-19 ainda está a meses de distância", destacou, em comunicado.

Biden ressaltou que, mesmo que o imunizador seja aprovado neste mês, a vacinação em massa só deve acontecer nos EUA "daqui a muitos meses". De acordo com ele, nesse período, americanos terão que continuar dependendo do uso de máscaras, do distanciamento social e de outros medidas para garantir segurança. "A notícia de hoje é ótima, mas não muda esse fato", argumentou.

O futuro presidente lembrou que mais de mil pessoas morrem todos os dias vítimas do vírus e alertou que a situação vai piorar se não houver progressos na política de uso de máscaras e outras ações. "Essa é a realidade de agora e dos próximos meses", concluiu.

Eleições Americanas

Tedros Adhanom Gebreyesus, saudou os esforços para fortalecer a entidade sediada em Genebra através de reformas e disse que espera trabalhar estreitamente com o governo do presidente-eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

O financiamento da OMS precisa se tornar mais flexível e previsível para encerrar um "grande desalinhamento" entre expectativas e recursos disponíveis, disse o diretor-geral, citando iniciativas de reforma da França, Alemanha e União Europeia.

"Ainda temos muito trabalho a fazer, mas acreditamos que estamos no caminho certo", disse Tedros a ministros da Saúde na retomada da reunião anual da OMS, que agrupa 194 países.

O presidente norte-americano, Donald Trump, congelou o financiamento de seu país à OMS e iniciou um processo de desfiliação que seria concluído em julho próximo, atraindo críticas internacionais abrangentes em meio à crise da Covid-19. Ele acusa a OMS de ser "sinocêntrica" na maneira como enfrenta a pandemia, o que Tedros negou várias vezes.

Biden, que convocará uma força-tarefa contra o coronavírus nesta segunda-feira, disse durante a campanha que revogará a decisão de Trump de abandonar a OMS em seu primeiro dia no cargo.

Tedros exortou a comunidade internacional a recuperar o sentimento do propósito comum, acrescentando: "Neste espírito, parabenizamos o presidente-eleito, Joe Biden, e a vice-presidente-eleita, Kamala Harris, e esperamos trabalhar com este governo muito estreitamente".

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