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Cruz Vermelha alerta para avanço do ebola no Congo

Surto já soma mais de 800 casos e se espalhou para Uganda, segundo a OMS

Publicado em 16 de junho de 2026 às 10h54.

Última atualização em 16 de junho de 2026 às 11h12.

A epidemia de ebola na República Democrática do Congo ainda não atingiu seu pico e pode se prolongar por mais um ano, segundo alertou nesta terça-feira, 16, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

O aviso foi feito por Bruno Michon, chefe de operações da entidade, que apontou dificuldades para monitorar a propagação da doença devido à falta de capacidade de diagnóstico em áreas afetadas.

Segundo Michon, a escassez de recursos para identificar novos casos impede uma avaliação precisa da dimensão do surto.

“Tememos que essa epidemia dure ainda mais um ano antes de chegar ao fim”, afirmou.

A República Democrática do Congo declarou o atual surto de ebola em 15 de maio. Dois dias depois, a Organização Mundial da Saúde ativou um alerta sanitário internacional.

Surto já chegou a Uganda

A doença também se espalhou para a vizinha Uganda, onde foram registrados 19 casos e duas mortes.

De acordo com dados da OMS e das autoridades congolesas, o surto já contabiliza 808 casos confirmados e 192 mortes, o que representa uma taxa de letalidade de cerca de 24%.

A epidemia é causada pela cepa Bundibugyo do vírus ebola, para a qual ainda não existe vacina nem tratamento aprovado.

Segundo a Cruz Vermelha, além de ampliar a capacidade de diagnóstico, será necessário fortalecer a confiança das comunidades locais para acelerar a identificação de casos e conter a transmissão.

“Sem confiança, não podemos detectar os casos a tempo”, afirmou Michon.

*Com AFP 

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