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Coreia do Norte quer retomar negociações nucleares com EUA este mês

Em comunicado, o governo de Kim Jong-un alertou que as chances de um acordo podem terminar, a menos que os Estados Unidos adotem uma nova abordagem

Coreia do Norte: o porta-voz americano afirmou que nenhuma reunião foi marcada ainda (Kevin Lim/ The Straits Times/Reuters)

Coreia do Norte: o porta-voz americano afirmou que nenhuma reunião foi marcada ainda (Kevin Lim/ The Straits Times/Reuters)

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Reuters

Publicado em 9 de setembro de 2019 às 14h56.

Seul — A Coreia do Norte disse nesta segunda-feira que está disposta a reiniciar as negociações nucleares com os Estados Unidos no final de setembro, mas alertou que as chances de um acordo podem terminar, a menos que os EUA adotem uma nova abordagem.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, havia concordado em uma reunião no dia 30 de junho com o presidente dos EUA, Donald Trump, de reabrir as negociações em nível de trabalho, interrompidas desde a fracassada cúpula de fevereiro em Hanói, mas isso ainda não aconteceu apesar dos repetidos apelos norte-americanos.

Em comunicado divulgado pela agência de notícias oficial KCNA da Coreia do Norte, o vice-ministro das Relações Exteriores, Choe Son Hui, disse que o governo norte-coreano está disposto a ter "discussões abrangentes" com os Estados Unidos no final de setembro, em horário e local acordados entre os dois lados.

Solicitada para comentar, uma porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse: "Não temos reuniões a serem anunciadas no momento".

Choe enfatizou que os EUA precisavam apresentar uma nova abordagem ou as negociações poderiam desmoronar novamente.

"Quero acreditar que o lado norte-americano terá uma alternativa baseada em um método de cálculo que serve aos interesses de ambos os lados e é aceitável para nós", disse Choe.

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