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Combates deixam policiais e talibãs mortos no Afeganistão

O conflito afegão está vivendo um dos momentos mais sangrentos, quase 12 anos depois da invasão dos EUA, que resultou na queda do regime talibã


	Vista geral de Cabul, Afeganistão: as tropas da missão da Otan no Afeganistão (Isaf) concluirão no ano que vem a sua retirada do país, que aguarda um futuro incerto além de 2014 sem essas forças de segurança.
 (Jose Cabezas/AFP)

Vista geral de Cabul, Afeganistão: as tropas da missão da Otan no Afeganistão (Isaf) concluirão no ano que vem a sua retirada do país, que aguarda um futuro incerto além de 2014 sem essas forças de segurança. (Jose Cabezas/AFP)

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Da Redação

Publicado em 2 de agosto de 2013 às 15h20.

Cabul - Pelo menos 22 policiais e 76 talibãs morreram e um número indeterminado de integrantes do grupo radical ficaram feridos em combates na província de Nangarhar, no leste do Afeganistão, informou nesta sexta-feira uma fonte oficial à agência local "AIP".

A fonte, que não foi identificada, afirmou, sem dar mais detalhes, que os confrontos começaram na quinta-feira no distrito de Shirzad e ainda não terminaram.

Segundo a versão dos talibãs divulgada pela "AIP", 84 policiais morreram nos confrontos, embora os insurgentes costumem exagerar em suas declarações com a intenção de amedrontar as forças de segurança afegãs.

Essas baixas entre os membros da polícia do país asiático passam a engrossar a lista de policiais mortos no Afeganistão nos últimos quatro meses, que chegam a 2.748 segundo dados revelados recentemente pelo Ministério do Interior afegão.

O conflito afegão está vivendo um dos momentos mais sangrentos, quase 12 anos depois da invasão dos EUA, que resultou na queda do regime talibã.

As tropas da missão da Otan no Afeganistão (Isaf) concluirão no ano que vem a sua retirada do país, que aguarda um futuro incerto além de 2014 sem essas forças de segurança.

De acordo com analistas consultados pela Efe, essa retirada internacional é a causa do aumento de civis e policiais mortos no Afeganistão, que contrasta com a diminuição das baixas entre os soldados da Otan.

Nos seis primeiros meses de 2013, morreram 95 soldados da Isaf, o número mais baixo desde 2006, quando 75 militares perderam a vida no mesmo período, conforme o portal independente "iCasualties.com".

Enquanto isso, durante a primeira metade de 2013, 1.319 civis morreram no Afeganistão, o que representa um aumento de 14% em relação aos primeiros seis meses de 2012, segundo um relatório da ONU. 

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