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Comandante do Costa Concordia aguarda sentença

Tribunal poderá proferir hoje a sentença de Schettino, de 54 anos, pelos crimes de homicídio culposo múltiplo, causar um naufrágio e abandonar o navio


	Costa Concordia: acidente abriu um buraco casco da embarcação, o que levou ao início de uma caótica remoção de mais de 4.000 passageiros e tripulantes durante a noite
 (Stringer/AFP)

Costa Concordia: acidente abriu um buraco casco da embarcação, o que levou ao início de uma caótica remoção de mais de 4.000 passageiros e tripulantes durante a noite (Stringer/AFP)

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Da Redação

Publicado em 11 de fevereiro de 2015 às 09h43.

Grossetto - Francesco Schettino, o ex-comandante do Costa Concordia, poderá ser condenado a até 26 anos de prisão pela acusação de causar o naufrágio no qual morreram 32 pessoas, quando o enorme navio de cruzeiro afundou em janeiro de 2012.

Um tribunal de Grosseto, na Itália, poderá proferir nesta quarta-feira a sentença de Schettino, de 54 anos, pelos crimes de homicídio culposo múltiplo, causar um naufrágio e abandonar o navio, disseram os advogados de defesa.

Investigadores criticaram severamente o modo como ele agiu durante o desastre, acusando-o de ter conduzido o navio de 290 metros de comprimento perto demais da costa, onde acabou batendo em rochas ao largo da ilha toscana de Giglio.

O acidente abriu um buraco casco da embarcação, o que levou ao início de uma caótica remoção de mais de 4.000 passageiros e tripulantes durante a noite.

Schettino também é acusado de ter demorado para iniciar a retirada das pessoas e perdido o controle da operação, tendo abandonado o navio antes de todos os 4.200 passageiros e tripulantes serem resgatados.

Os promotores pediram pena de 26 anos de prisão para Schettino, que admitiu alguma responsabilidade como comandante do navio, mas nega culpa pelas mortes que ocorreram durante a remoção.

Ele foi deixado sozinho no banco dos réus para responder pelo desastre após a Costa Cruzeiros, uma unidade da Carnival Corp, pagar multa de 1 bilhão de euros (1,13 milhão de dólares) para encerrar o caso e promotores aceitarem acordos com cinco outros funcionários.

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