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De olho em reeleição, Trump deve desistir de proibir cigarros eletrônicos

Pesquisas mostraram a Trump que a proibição pode prejudicá-lo em estados decisivos para as eleições de 2020

Donald Trump: um cigarro eletrônico distante da reeleição? (Ralph Freso/Getty Images)

Donald Trump: um cigarro eletrônico distante da reeleição? (Ralph Freso/Getty Images)

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AFP

Publicado em 18 de novembro de 2019 às 14h10.

Última atualização em 18 de novembro de 2019 às 14h13.

O presidente americano Donald Trump, com medo de perder votos, aparentemente desistiu de sua promessa de proibir cigarros eletrônicos aromatizados, informou a mídia americana.

Os assessores de Trump e também as pesquisas mostraram ao presidente que a proibição pode prejudicá-lo nos principais estados que podem definir as eleições de novembro de 2020, segundo informaram o New York Times e o Washington Post.

Em 4 de novembro, Trump havia justificado a decisão de não proibir os vaporizadores porque a medida poderia ameaçar um grande número de empregos.

 

Um tempo antes, no entanto, havia declarado sua preocupação com o assunto no Salão Oval, em 11 de setembro. "Não podemos deixar que as pessoas adoeçam, e não podemos deixar que nossos jovens sejam tão afetados", afirmou.

Desde que a epidemia de doenças respiratórias ligada ao cigarro eletrônico foi revelada, mais de 2.000 pessoas ficaram doentes e 42 morreram.

Cerca de 3,6 milhões de estudantes do ensino médio usaram produtos de vaporização nos EUA em 2018, um aumento de 1,5 milhão em relação ao ano anterior.

No entanto, o anúncio desencadeou uma intensa campanha de lobby da indústria que, segundo os jornais dos EUA, determinou a mudança de posição de Trump.

"O presidente Trump e esse governo estão comprometidos com a proteção responsável da saúde das crianças. Atualmente, estamos em processo de regulamentação e não vamos especular sobre o resultado final", disse à AFP Judd Deere, porta-voz da Casa Branca.

A FDA, a agência reguladora de Drogas e Alimentos dos EUA, não fez comentários. Um porta-voz da agência disse à AFP que "não tinha informações para compartilhar".

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