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Cinzas do vulcão chileno já chegaram ao Sul do Brasil

Especialistas acreditam que material não traz riscos para a saúde

Nuvem de cinzas do vulcão Puyehue, no sul do Chile (Claudio Santana/AFP)

Nuvem de cinzas do vulcão Puyehue, no sul do Chile (Claudio Santana/AFP)

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Da Redação

Publicado em 7 de junho de 2011 às 16h41.

Curitiba - O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) constatou a presença de cinzas do vulcão chileno Puyehue nas regiões oeste, centro e sul do Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina. “Chove muito nessas regiões e as cinzas se misturam com a forte nebulosidade, tornando-se quase imperceptíveis", disse à Agência Brasil o meteorologista Flávio Varone, do 8º Distrito do Inmet, em Porto Alegre.

Segundo Varone, à medida que a nebulosidade se afasta em direção ao mar, movimento previsto para as próximas horas, as nuvens de cinzas também tendem a desaparecer. Uma massa de ar frio chegará à Região Sul na noite de hoje (7) trazendo geadas e temperaturas negativas no Rio Grande do Sul, Paraná e em Santa Catarina.

O professor de geologia da Universidade Federal do Paraná Luiz Eduardo Mantovani acredita que as cinzas devem atingir também o Paraná, mas, segundo ele, o teor de sílica (mineral presente nas cinzas vulcânicas) é insignificante, não trazendo nenhum risco à população.

As cinzas do Vulcão Puyehue, que fica no Sul do Chile, atingem também a Argentina e o Uruguai. O vulcão entrou em erupção no último sábado (4).

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