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Chineses protestam apesar da suspensão de refinaria

O projeto de construir uma refinaria da filial da gigante Sinopec provocou forte oposição dos moradores da cidade portuária de Ningbo


	Os moradores, revoltados com a expulsão forçada de milhares de pessoas para abrir espaço à fábrica, temem que o anúncio seja apenas uma tática do governo para dispersar os protestos
 (AFP)

Os moradores, revoltados com a expulsão forçada de milhares de pessoas para abrir espaço à fábrica, temem que o anúncio seja apenas uma tática do governo para dispersar os protestos (AFP)

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Da Redação

Publicado em 29 de outubro de 2012 às 09h21.

Ningbo - A polícia chinesa tentava nesta segunda-feira dispersar os manifestantes reunidos na cidade portuária de Ningbo (leste) após o anúncio da suspensão da construção de uma refinaria que provocou forte oposição dos moradores.

Diante da forte pressão popular, as autoridades anunciaram no domingo a suspensão da construção de uma refinaria da filial da gigante Sinopec, um projeto de 55,9 bilhões de yuanes (6,9 bilhões de euros).

Antes do anúncio da suspensão, a polícia utilizou gás lacrimogêneo contra os manifestantes que protestavam há uma semana. Segundo a imprensa de Hong Kong, os manifestantes atacaram uma delegacia e destruíram carros.

Apesar do compromisso das autoridades de paralisar os trabalhos, os moradores, preocupados com a saúde e revoltados com a expulsão forçada de milhares de pessoas para abrir espaço à fábrica, temem uma tática para dispersar os protestos.

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