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China realiza operação com 39 aviões de guerra na região de Taiwan

Taiwan vive sob a ameaça constante de uma invasão pela China, que considera esta ilha de governo democrático como parte de seu território

 (afp/AFP)

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AFP

24 de janeiro de 2022, 09h12

A China enviou 39 aviões militares, a maioria caças, para a zona de defesa aérea de Taiwan no domingo (24), nesta que é sua segunda maior incursão desde outubro - informou o governo da ilha.

Em um comunicado divulgado ontem à noite, o  Ministério da Defesa de Taiwan disse que deslocou seus próprios aviões para emitir advertências e ativou seu sistema de mísseis de defesa aérea para rastrear os 39 aviões chineses.

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Taiwan vive sob a ameaça constante de uma invasão pela China, que considera esta ilha de governo democrático como parte de seu território e já anunciou que pretende recuperá-la, mesmo que à força.

No último trimestre de 2021, houve um forte aumento das incursões chinesas à zona de identificação de defesa aérea (ADIZ), com 56 ingressos em um único dia, 4 de outubro. Trata-se do número mais alto registrado até agora.

As incursões de domingo são a segunda maior já registrado e incluíram 24 caças J-26, 10 J-10 e um bombardeiro H-6 com capacidade nuclear.

A China não informou por que deslocou tantos aviões em um único dia, mas esta mobilização acontece na esteira de exercícios navais conjuntos de Estados Unidos e Japão no mar das Filipinas, incluindo águas ao leste de Taiwan.

Em setembro de 2020, Taiwan começou a publicar regularmente relatórios das incursões aéreas chinesas.

A ADIZ não é o mesmo que o espaço aéreo de Taiwan e inclui uma ampla porção que se sobrepõe à zona de defesa aérea da China.