Xi Jinping: presidente da China prometeu apoio à Cuba (Elvis Barukcic/AFP)
Repórter
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 12h43.
Última atualização em 27 de janeiro de 2026 às 12h48.
De olho nos acontecimentos da América Latina, a China condenou a operação militar americana que depôs o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e promete fornecer apoio e suporte para Cuba conforme a ilha pode se tornar o próximo alvo do presidente americano Donald Trump.
Em uma entrevista coletiva nesta terça-feira 27, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês Guo Jiakun falou sobre a preocupação da China com o desdobrar da situação na América Latina:
“A China expressa sua profunda preocupação e oposição às ações dos Estados Unidos. Instamos os Estados Unidos a pararem de minar a paz e a estabilidade regional”, disse Guo.
Ele também pediu a Washington que “suspenda imediatamente o bloqueio e as sanções contra Cuba”, em referência às sanções econômicas em vigor na ilha há décadas, e a um possível bloqueio naval que está sendo considerado pela administração de Trump para impedir as importações de petróleo e demais bens e serviços para Cuba.
“A China continuará a fornecer a Cuba todo o apoio e assistência possíveis”, afirmou.
Conforme Donald Trump desenha novos acordos com Caracas, sob a administração da presidente interina Delcy Rodriguez, o prospecto piora para Cuba: Havana depende do petróleo venezuelano para que seus geradores e veículos possam funcionar.
No ano passado, a Venezuela importava cerca de 26.500 barris por dia para a ilha. Agora, acordos bilionários entre Trump e Rodriguez preveem o desvio de 50 milhões de barris para os EUA, em uma transação avaliada em 3,6 bilhões de dólares.
O plano da administração americana para derrubar o regime em Cuba é centrado em energia. Sem importações, grandes partes da nação insular, e até mesmo da capital Havana, passam a maior parte do dia sem energia elétrica.