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China pede reforço da cooperação com Alemanha e apoio ao multilateralismo

Encontro com chanceler alemão Friedrich Merz ocorre em meio a disputas comerciais entre China e União Europeia

Xi Jinping: presidente da China durante reunião com o chanceler da Alemanha em Pequim (Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images)

Xi Jinping: presidente da China durante reunião com o chanceler da Alemanha em Pequim (Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images)

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 13h35.

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou nesta quarta-feira, 25, ao chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, que seu país apoia uma Europa “independente e autossuficiente”.

A declaração foi feita durante reunião em Pequim, em meio às tensões comerciais entre a China e a União Europeia e ao processo de redefinição das relações transatlânticas.

O encontro ocorreu na residência estatal de Diaoyutai. Segundo comunicado da Chancelaria chinesa, Xi afirmou que China e Alemanha, como segunda e terceira maiores economias do mundo, devem reforçar a comunicação estratégica e a confiança mútua diante das mudanças globais em curso.

Cooperação estratégica e cadeias de suprimentos

Xi defendeu o aprofundamento da parceria estratégica abrangente entre os dois países e propôs que Pequim e Berlim atuem como “parceiros confiáveis”. O líder chinês também pediu a preservação da estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos.

De acordo com a nota oficial, o presidente chinês afirmou que China e Alemanha devem se apoiar mutuamente em áreas como digitalização e inteligência artificial, além de fortalecer os intercâmbios entre as sociedades civis.

Xi também disse que os dois países devem atuar “na linha de frente” da defesa do multilateralismo, do sistema internacional centrado na Organização das Nações Unidas e do livre-comércio.

Versão alemã destaca pontos sensíveis

Segundo a imprensa alemã que acompanha Merz, o chanceler afirmou a Xi que há uma “grande oportunidade” para estabelecer uma boa relação pessoal e reativar mecanismos como as consultas governamentais bilaterais, iniciadas em 2011 e suspensas desde 2023.

Ainda de acordo com os jornalistas, Merz abordou temas sensíveis que não constam no comunicado chinês, como o déficit comercial entre os dois países, restrições à exportação de matérias-primas estratégicas e a necessidade de garantir concorrência “justa e transparente”. O chanceler também defendeu o reforço do diálogo e da cooperação entre a União Europeia e a China.

Os dois líderes trocaram ainda avaliações sobre a guerra na Ucrânia. Xi reiterou que a solução passa pelo diálogo e pela negociação, com participação igualitária das partes envolvidas e atenção às “preocupações legítimas de segurança”.

*Com informações da EFE 

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