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China pede cessar-fogo imediato em sua fronteira com Mianmar

Na noite da última segunda-feira (06) voltaram a ocorrer enfrentamentos entre o exército e um grupo rebelde, na fronteira da China

Fronteira: após este novo foco de violência, vários moradores da região seguiram para o território da China (Reuters)

Fronteira: após este novo foco de violência, vários moradores da região seguiram para o território da China (Reuters)

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EFE

Publicado em 7 de março de 2017 às 13h14.

Pequim - O governo da China pediu nesta terça-feira um cessar-fogo imediato no nordeste de Mianmar, onde ontem voltaram a ocorrer enfrentamentos entre o exército e um grupo rebelde no qual morreu um número indeterminado de pessoas próximo da fronteira chinesa.

"A situação afeta a paz e tranquilidade da região fronteiriça. As partes envolvidas deveriam deter a violência de forma imediata e restabelecer a ordem", manifestou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang.

Após este novo foco de violência, vários moradores da região seguiram para o território da China, onde o governo lhes ofereceu assistência, informou Geng em entrevista coletiva.

O porta-voz pediu que se busque a solução para o problema através do diálogo e confirmou que, por enquanto, nenhum cidadão chinês ficou ferido.

Segundo o site de notícias "Democratic Voice of Burma", os enfrentamentos explodiram ontem no vilarejo de Laukkaing, no estado de Shan, quando membros do Exército da Aliança Democrática Nacional de Mianmar, da minoria kokang, lançaram um ataque contra um destacamento militar chinês.

Conforme a fonte, várias pessoas morreram e outras ficaram feridas pelo fogo cruzado e pelo uso de artilharia nesta cidade que fica a menos de dez quilômetros da fronteira com a China.

A ofensiva acontece na mesma região que registrou duros enfrentamentos no final de 2015 entre as autoridades e uma aliança de vários grupos armados que ocasionaram cerca de 160 mortos e obrigaram milhares de pessoas a buscarem refúgio na China.

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