Mundo

China continua se armando mais rapidamente que os demais países

Segundo relatório, o país tem se armado a ponto de estar "quase em paridade com o Ocidente"

China: desde 2012, as despesas com a defesa não pararam de crescer (VCG/VCG/Getty Images)

China: desde 2012, as despesas com a defesa não pararam de crescer (VCG/VCG/Getty Images)

A

AFP

Publicado em 14 de fevereiro de 2017 às 13h59.

A China continua se armando mais rapidamente do que outros países, a ponto de estar, em algumas áreas militares, "quase em paridade com o Ocidente", segundo o relatório anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).

"A superioridade tecnológica militar do Ocidente, considerada consolidada, é cada vez mais desafiada", afirma John Chipman, diretor do IISS, na apresentação nesta terça-feira em Londres deste relatório anual que faz referência ao equilíbrio das forças armadas no mundo.

Desde 2012, as despesas com a defesa não pararam de crescer entre 5% e 6% ao ano. No entanto, globalmente, o nível caiu 0,4% em 2016, principalmente devido a uma redução no Oriente Médio, cuja economia tem sido prejudicada pela queda dos preços do petróleo.

A China destinou em 2016 um orçamento de 145 bilhões de dólares para a defesa, mais de um terço dos gastos de todo o continente asiático. Muito longe dos Estados Unidos (604,5 bilhões), mas à frente da Rússia (com 58,9 bilhões), Arábia Saudita (56,9) e Reino Unido (52,2).

Símbolo deste progresso, a China, depois de criticar por muito anos os programas da antiga União Soviética ou da Rússia, "possui agora seus próprios canais de pesquisa, desenvolvimento e construção" de armas.

O país, que também investe maciçamente em navios e submarinos, "começa a vender armas ao exterior", aponta John Chipman.

Acompanhe tudo sobre:ChinaArmas

Mais de Mundo

Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado

Terremoto na Venezuela: número de mortos sobe para 4.333 e cerca de 17 mil seguem desalojados

Trump cobra corte de preços de companhias americanas antes das eleições de novembro

Ataques da Rússia contra a Ucrânia deixam seis mortos e dezenas de feridos