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China aplicará tarifa zero a 53 países africanos a partir de maio de 2026

Política eliminará tarifas para países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim

Notas de dólar enroladas sobre uma superfície verde. Padrão criativo de dinheiro. As notas estão dispostas na diagonal. Ilustração 3D.
 (Julia Kuznetsova/Getty Images)

Notas de dólar enroladas sobre uma superfície verde. Padrão criativo de dinheiro. As notas estão dispostas na diagonal. Ilustração 3D. (Julia Kuznetsova/Getty Images)

China2Brazil
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Agência

Publicado em 2 de março de 2026 às 15h27.

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O pesquisador angolano Paixão José, da Universidade Agostinho Neto, afirmou que a China aplicará tarifa zero a 53 países africanos a partir de 1º de maio de 2026. Ele publicou a análise no site do Jornal de Angola, no artigo intitulado “A política de tarifa zero inaugura uma nova fase nas relações China–África”. Segundo o autor, a medida amplia o acesso de produtos africanos ao mercado chinês e consolida a China como principal parceiro comercial do continente.

De acordo com o texto, a política eliminará tarifas para países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim. A decisão deve beneficiar exportações como café, têxteis, minerais, petróleo e produtos agrícolas. Com isso, a China amplia a entrada desses itens em seu mercado interno e reforça a cooperação econômica com o continente.

O pesquisador contextualiza que, desde o início do século XXI, China e países africanos intensificaram relações em comércio, infraestrutura, manufatura, tecnologia e diplomacia. Nesse período, as partes firmaram acordos bilaterais e ampliaram parcerias estratégicas de longo prazo.

Além disso, o autor sustenta que a tarifa zero representa um novo passo na cooperação econômica. Segundo ele, a medida pode aumentar a participação africana no comércio internacional e fortalecer a competitividade do continente. Nos últimos 20 anos, afirma, a China apoiou projetos de industrialização, expansão da manufatura local e transferência de tecnologia, o que contribuiu para diversificar a pauta exportadora africana.

O artigo avalia que a nova política pode apoiar estratégias de desenvolvimento adotadas por países africanos. O pesquisador defende que a iniciativa favorece a produção de bens com maior valor agregado e reforça a posição da África nas relações econômicas entre países do Sul Global.

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