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Canadá 'apoia firmemente' a Groenlândia e Dinamarca, diz primeiro-ministro

Declaração de Mark Carney ocorreu durante a reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 15h33.

Última atualização em 20 de janeiro de 2026 às 15h33.

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O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, declarou nesta terça-feira que o país é contra qualquer tarifa imposta pelos Estados Unidos relacionada ao plano do presidente Donald Trump de anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

A posição foi apresentada durante a reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. "O Canadá se opõe veementemente às tarifas sobre a Groenlândia e defende negociações focadas para alcançarmos nossos objetivos comuns de segurança e prosperidade no Ártico", afirmou Carney.

Trump havia anunciado, no sábado anterior, novas tarifas sobre importações de países europeus aliados que se opuseram à proposta de anexação da Groenlândia. Em resposta, Carney manifestou apoio à soberania dinamarquesa sobre o território e reforçou o interesse do Canadá em estabelecer alianças com nações que compartilhem valores semelhantes, especialmente em meio a uma relação delicada com a atual administração em Washington.

Pressão pela anexação da Groenlândia

Na manhã de terça, Trump compartilhou em suas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial com um mapa mostrando Canadá e Groenlândia como parte dos Estados Unidos. Sem mencionar diretamente o presidente americano, Carney afirmou: "Se as grandes potências abandonarem até mesmo a pretensão de regras e valores em prol da busca irrestrita de seu poder e interesses, os ganhos do transacionalismo se tornarão mais difíceis de replicar".

Ex-presidente dos bancos centrais do Reino Unido e do Canadá, Carney também destacou a importância de manter uma "rede de conexões" internacionais. Ele mencionou o recente acordo firmado com a China, enfatizando que existem salvaguardas claras na relação bilateral, mas que o acordo abre espaço para cooperação em setores como energia, agricultura e serviços financeiros.

(Com informações da agência EFE)

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