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BID prevê financiar até US$ 500 bilhões na próxima década

Instituição aposta em investimento privado, integração regional e minerais críticos como prioridades

Publicado em 13 de março de 2026 às 06h24.

O setor corporativo foi o principal foco do segundo dia das reuniões anuais do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), realizadas no Paraguai.

Nesta quinta-feira, 12, a instituição anunciou a conclusão do processo de capitalização de US$ 3,5 bilhões do BID Invest, braço do grupo voltado ao financiamento do setor privado.

Com a conclusão da captação, o Grupo BID projeta uma capacidade de financiamento de até US$ 500 bilhões na próxima década, o dobro do volume registrado nos últimos dez anos.

A informação foi divulgada pelo presidente da instituição, Ilan Goldfajn, durante entrevista coletiva.

Segundo ele, o BID Invest pretende ampliar sua capacidade de financiamento e mobilização de recursos de cerca de US$ 13 bilhões para US$ 22 bilhões ao longo dos próximos dez anos.

Capitalização faz parte da estratégia BIDImpact+

O plano de capitalização do BID Invest é um dos três pilares da iniciativa BIDImpact+, aprovada nas reuniões anuais de 2024.

O programa também inclui uma nova estratégia institucional voltada para ampliar o impacto das operações do grupo e um plano de reposição de recursos do BIDLab, braço de inovação da instituição.

As assembleias anuais de governadores do grupo continuam nesta sexta-feira e no sábado.

Segundo Goldfajn, três prioridades devem orientar os debates: o desenvolvimento de uma cadeia regional para minerais críticos, a ampliação da integração econômica e um modelo de crescimento liderado pelo setor privado.

De acordo com o presidente do BID, esse modelo pode ampliar escala, inovação e geração de empregos ao aproveitar as condições criadas pelo setor público.

Fórum empresarial reúne executivos e investidores

Durante as reuniões anuais, o grupo também busca avançar na iniciativa LAC Crece, que pretende reduzir obstáculos ao crescimento econômico na América Latina e Caribe.

Entre os desafios apontados estão barreiras logísticas e regulatórias, além de fragilidades institucionais.

Nesta quinta-feira também ocorreu a primeira das duas sessões do fórum empresarial organizado no evento.

Segundo o BID, mais de 4 mil participantes de 48 países participam das reuniões, sendo cerca de 1.580 representantes do setor privado, incluindo mais de 300 diretores-executivos e 750 executivos de alto nível.

“Pela primeira vez, as reuniões anuais do Grupo BID são metade do setor público e metade do setor privado”, afirmou Goldfajn na abertura do fórum.

O ministro da Economia e Finanças do Paraguai, Carlos Fernández Valdovinos, disse que a assembleia deve ampliar oportunidades para empresas na região.

A primeira sessão do fórum abordou três prioridades definidas pelo BID para a relação com o setor privado: oportunidades em setores estratégicos, inteligência artificial e transformação digital, além de investimentos em infraestrutura.

Na sexta-feira, os debates devem tratar de um quarto eixo considerado central para o grupo: a mobilização de capital em larga escala para financiar projetos de desenvolvimento na região.

*Com EFE 

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