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Autoridades sírias bloqueiam acesso a necessitados em Homs

Na cidade, civis sitiados estão precisando com urgência de alimentos e medicamentos, segundo a Cruz Vermelha


	Forças aliadas a Bashar al-Assad: ICRC revelou que estava negociando uma trégua humanitária para poder entrar em Homs, onde as forças do presidente vêm conduzindo forte ofensiva contra rebeldes
 (George Ourfalian/Reuters)

Forças aliadas a Bashar al-Assad: ICRC revelou que estava negociando uma trégua humanitária para poder entrar em Homs, onde as forças do presidente vêm conduzindo forte ofensiva contra rebeldes (George Ourfalian/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 24 de julho de 2013 às 12h55.

Genebra - Autoridades sírias estão bloqueando o acesso à antiga cidade de Homs, onde civis sitiados estão precisando com urgência de alimentos e medicamentos, disse a Cruz Vermelha nesta quarta-feira, advertindo sobre possíveis consequências "trágicas".

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC) revelou na sexta-feira passada que estava negociando uma trégua humanitária para poder entrar em Homs, onde as forças do presidente Bashar al-Assad vêm conduzindo uma forte ofensiva contra rebeldes, com ataques de artilharia e aéreos.

"Estamos tentando, há 20 dias agora, levar medicamentos e outra ajuda à antiga cidade de Homs", disse Magne Barth, chefe da delegação da ICRC na Síria, em uma declaração feita em Genebra.

"Apesar de amplas negociações com ambos os lados, e três viagens entre Damasco e Homs, ainda não recebemos o sinal verde das autoridades sírias", disse.

Homs, no centro da Síria, é o epicentro da insurgência armada que surgiu dos protestos de rua populares contra mais de quatro décadas do governo da família Assad. Cerca de 2.000 pessoas podem estar aprisionadas ali, disseram agências humanitárias.

Alcançar dezenas de milhares de pessoas em áreas cercadas de forças do governo ou de grupos armados da oposição continua um dos maiores desafios da ICRC na Síria, disse a agência.

Sob a lei humanitária internacional, as partes em guerra são obrigadas a permitir a passagem rápida e segura de alívio humanitário para civis.

"Eles também devem permitir que os civis em áreas sitiadas por combates saiam para áreas mais seguras, se assim desejarem. Infelizmente, essas obrigações nem sempre são cumpridas", disse a agência.

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