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Ativistas ambientais jogam tinta na entrada do La Scala em Milão

O protesto foi organizado por ocasião da noite de gala de abertura da nova temporada nesta quarta-feira

 (AFP/AFP Photo)

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AFP

7 de dezembro de 2022, 08h16

Ativistas ambientais jogaram tinta na entrada do prestigioso teatro de ópera La Scala de Milão nesta quarta-feira (7), para protestar contra a indiferença das instituições diante das mudanças climáticas.

O protesto foi organizado por ocasião da noite de gala de abertura da nova temporada nesta quarta-feira, com a ópera "Boris Godunov" de Modest Musorgsky, uma ousada parábola do poder dos czares na Rússia.

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Cinco ativistas climáticos do grupo Last Generation jogaram baldes de tinta na fachada do teatro e dentro do pórtico pouco depois das 7h30 (03h30 no horário de Brasília), segundo um fotógrafo da AFP.

Duas pessoas seguravam cartazes que diziam "Last Generation: sem gás e sem carbono".

"Decidimos jogar tinta no La Scala para pedir aos políticos presentes no espetáculo desta noite que tirem a cabeça da areia e façam algo para salvar o povo", escreveu Last Generation em nota.

A polícia prendeu os ativistas depois que eles jogaram tintas rosa e azul, que também mancharam a calçada.

Uma equipe de funcionários do La Scala imediatamente começou a lavar a fachada do teatro central com mangueiras e a tinta foi completamente removida.

O grupo Last Generation, que realizou outros atos de protesto em vários museus da Europa, pede à Itália mais investimentos em energia renovável e reduza as emissões de carbono.

"Para evitar a miséria do seu próprio povo e preservar as pessoas, as casas e os negócios, que correm o risco de inundações e ondas de calor cada vez mais frequentes, o governo deve agir agora", clamaram, referindo-se ao recente deslizamento de terra causado por chuvas torrenciais na ilha de Ischia e que causou a morte de 12 pessoas.

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