Ataque à sede da espionagem afegã deixa morto e feridos

Insurgentes chegaram em um veículo ao local depois do meio-dia (hora local) e foram detidos pelas forças de segurança, que mataram a tiros cinco deles

Cabul - Um vigia morreu e 31 civis ficaram feridos em um ataque realizado nesta quarta-feira por um comando de seis insurgentes talibãs contra a sede dos serviços de inteligência do Afeganistão em Cabul, informaram à Agência Efe fontes policiais e oficiais.

Os insurgentes chegaram em um veículo ao local depois do meio-dia (hora local) e foram detidos pelas forças de segurança, que mataram a tiros cinco deles, enquanto o sexto detonou uma carga explosiva presa ao corpo.

"Um dos terroristas detonou explosivos em frente à porta (do prédio). Os outros foram abatidos enquanto tentavam entrar", explicou à Efe o chefe do departamento de investigação criminal da capital afegã, Mohammed Zahir.

No meio da tarde, a fonte disse que 31 civis ficaram feridos no ataque, que também causou a morte de pelo menos um vigia, segundo informou à Efe horas depois um alto comando policial afegão sob condição de anonimato.

Por sua vez, o porta-voz de Interior, Sediq Sediqi, declarou à Efe que o atentado aconteceu em uma região situada perto da praça de Sedarat, em cujas imediações há outros edifícios governamentais e diplomatas.

Consultado pela Efe, um porta-voz talibã, Zabiulá Mujahid, atribuiu o movimento insurgente à autoria do ataque.


Segundo sua versão, a ação armada deixou várias vítimas mortas e feridos entre as fileiras dos serviços secretos afegãos.

Os talibãs, no entanto, costumam exagerar quanto ao resultado de seus ataques, assim como as autoridades do Afeganistão às vezes relativizam o número de baixas que sofrem, especialmente em casos críticos como o de hoje.

Os atentados em estilo "fedayín" (coordenados), feitos por grupos de insurgentes, são um método habitual dos talibãs em sua luta contra as forças internacionais e as autoridades afegãs, com o qual buscam mais chamar atenção do que obter resultados.

A guerra afegã está em um de seus momentos mais sangrentos, 11 anos depois da invasão dos EUA e da queda dos talibãs, que nos últimos anos se reorganizaram e desejam restaurar o regime fundamentalista islâmico que houve entre 1996 e 2001.

As tropas da missão da Otan (Isaf) começaram a se retirar gradualmente do Afeganistão em meados de 2011 e a transferir a competência da segurança ao exército e à polícia afegãos.

O processo deve ser concluído em 2014, se forem cumpridos os prazos previstos. 

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