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Assassinato de jovem por ex-militar americano choca Japão

O caso coincide com a próxima visita do presidente Obama e em um contexto de crescente rejeição da presença militar dos EUA, que mantém 47 mil soldados no país


	EUA e Japão: o caso coincide com a próxima visita do presidente Obama e em um contexto de crescente rejeição da presença militar dos EUA, que mantém 47 mil soldados no país
 (Kevin Lamarque / Reuters)

EUA e Japão: o caso coincide com a próxima visita do presidente Obama e em um contexto de crescente rejeição da presença militar dos EUA, que mantém 47 mil soldados no país (Kevin Lamarque / Reuters)

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Da Redação

Publicado em 20 de maio de 2016 às 08h52.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse nesta sexta-feira ter ficado "escandalizado", após a prisão de um funcionário americano de uma base militar suspeito de assassinar uma jovem japonesa de 20 anos.

"Quando penso na família (da vítima) não tenho palavras. Pedimos à parte americana que adote medidas estritas, especialmente na prevenção", disse Shinzo Abe, que ficou "escandalizado".

O caso coincide com a próxima visita ao Japão do presidente Barack Obama e em um contexto de crescente rejeição da presença militar dos EUA, que mantém 47 mil soldados no país.

O chanceler japonês, Fumio Kishida, manifestou seu protesto à embaixadora dos Estados Unidos, Caroline Kennedy. "É extremamente lamentável que tenha ocorrido algo assim".

Kenneth Franklin Shinzato, um ex-militar de 32 anos que trabalhava na base aérea de Kaneda, na região de Okinawa, foi detido pela polícia sob a acusação de assassinar e abandonar o corpo de Rina Shimabukuro em uma estrada, no final de abril.

Há dois meses, outro soldado americano, de 24 anos, foi detido em Okinawa acusado de estupro.

burs-kap/lr

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