Assad promete pôr fim à violência na Síria

Segundo o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, o presidente sírio em breve anunciará a data do plebiscito sobre a nova Constituição do país

Moscou - O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, disse nesta terça-feira que o presidente sírio, Bashar al-Assad, prometeu "pôr fim à violência de onde quer que ela venha", além de ter anunciado que um referendo sobre uma nova Constituição será realizado.

"Tivemos um encontro muito útil. O presidente sírio nos garantiu principalmente que estava inteiramente comprometido com o fim da violência de onde quer que ela venha", declarou Lavrov, citado pelas agências russas após a reunião entre as duas autoridades.

"Está claro que os esforços para pôr fim à violência devem vir acompanhados de um diálogo entre todas as forças políticas", acrescentou o chefe da diplomacia russa. "Hoje, o presidente sírio confirmou sua boa vontade em contribuir para este processo", disse.

Lavrov também ressaltou que Assad anunciará em breve a data do referendo sobre uma nova Constituição, que já foi concluída.

"O presidente Assad disse que nos próximos dias vai reunir a comissão que redigiu o projeto da nova Constituição. O trabalho terminou, e, com isso, o calendário para o referendo sobre esse documento muito importante para a Síria deve ser anunciado", disse o chanceler.

Já a Rússia afirmou que está disposta a seguir buscando uma solução para o conflito sírio. Neste sentido, Lavrov disse que queria se basear na iniciativa da Liga Árabe, que prevê que o presidente Assad transfira seus poderes ao seu vice-presidente.


"Confirmamos nossa boa vontade de contribuir para uma saída de crise baseada na iniciativa proposta pela Liga Árabe", disse Lavrov.

Segundo o chanceler, a Síria quer que a missão da Liga Árabe "prossiga seu trabalho e seja ampliada" no país, onde o regime de Assad reprime uma contestação popular há onze meses.

A Liga Árabe suspendeu na semana passada sua missão de observação na Síria, denunciando a escalada da violência, que, segundo fontes opositoras, deixou mais de seis mil mortos desde o início da revolta contra o regime do presidente Assad, em março de 2011.

A tarefa da missão era supervisionar a aplicação de um plano de saída da crise, que previa, em primeiro lugar, o fim da repressão.

No sábado, poucos dias antes da visita de Lavrov, Rússia e China vetaram na ONU um projeto de resolução do Conselho de Segurança apresentado por países ocidentais e árabes, que condenava a repressão na Síria.

O duplo veto suscitou a indignação dos ocidentais e de vários países árabes. Segundo vários diplomatas e especialistas ocidentais, este gesto poderia incentivar o presidente Assad a manter a repressão contra a oposição.

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