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Trump: hora de falar de economia?

Depois de três dias de ataques a Hillary Clinton e distrações como o plágio no discurso feito por Melania Trump, a convenção republicana chega hoje a seu ápice. O empresário Donald Trump sobe ao palco para aceitar a indicação do partido como candidato à Casa Branca e para fazer seu tão esperado discurso. Será também […]

TRUMP: hoje é dia de ele falar no encerramento da convenção republicana  / Mike Segar/ Reuters

TRUMP: hoje é dia de ele falar no encerramento da convenção republicana / Mike Segar/ Reuters

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Da Redação

Publicado em 20 de julho de 2016 às 20h13.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 18h39.

Depois de três dias de ataques a Hillary Clinton e distrações como o plágio no discurso feito por Melania Trump, a convenção republicana chega hoje a seu ápice. O empresário Donald Trump sobe ao palco para aceitar a indicação do partido como candidato à Casa Branca e para fazer seu tão esperado discurso. Será também a hora, enfim, de ouvirmos algumas propostas econômicas. Ou não…

A falta de ideias econômicas até aqui na convenção diz muito sobre a candidatura de Trump. Ele não se tornou o candidato mais improvável da história republicana apelando para a racionalidade dos eleitores. Até porque, após enfrentar uma crise financeira dura em seus primeiros anos, o democrata Barack Obama vai entregar o país com previsão de avanço de 2,2% este ano, ante 1,8% nas economias avançadas, segundo o FMI. O desemprego, de 5,5%, é metade do de 2010, e 3 pontos mais baixo que na Europa.

Se é que Trump vai falar de economia, deve pregar para os convertidos. Um estudo recente da consultoria McKinsey revela que a estagnação de renda da classe média é o maior motivo de insatisfação nas economias maduras. É a faixa de renda composta pelos trabalhadores fabris, que ficou para trás na globalização. São eles, justamente, os maiores apoiadores de Trump, do Brexit no Reino Unido, e da francesa Marine Le Pen, líder da extrema direita no país.

Para eles, Trump tem um pacote que inclui ataques à globalização e a promessa de criar mais empregos que qualquer outro presidente. Junto com a desorganização dos republicanos e os ataques às minorias, isso foi suficiente para lhe garantir a nomeação. Ganhar a eleição, porém, são outros quinhentos. As últimas pesquisas dão pouco mais de 30% de chances de vitória para o topetudo. Talvez um pouco de racionalidade ajude. Se é que ela existe.

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