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Qual economia mais vai crescer em 2026? Países asiáticos lideram projeções da OCDE

Índia, Indonésia e China se destacam entre as grandes economias mundiais; Brasil tem previsão de crescimento de 2% em 2026

Índia: país deve registrar o maior crescimento econômico entre países de destaque, segundo a nova projeção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (Freepik/Divulgação)

Índia: país deve registrar o maior crescimento econômico entre países de destaque, segundo a nova projeção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (Freepik/Divulgação)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 23 de setembro de 2026 às 12h01.

Última atualização em 23 de setembro de 2026 às 15h16.

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A Índia deve registrar o maior crescimento econômico entre países de destaque, segundo a nova projeção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada nesta quarta-feira, 23. A organização projeta avanço de 7,1% para o país, seguido por Indonésia, com 5,2%, e China, com 4,5%.

A Índia, portanto, deve crescer mais que o dobro da economia global, cuja expansão está estimada em 2,9%. O país também aparece entre as economias de crescimento mais rápido em meio a um cenário internacional marcado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio e pela pressão sobre os preços de energia.

Para 2027, porém, a previsão para a Índia é de desaceleração para 6,5%. Segundo a OCDE, a redução do poder de compra deve pesar sobre a atividade na segunda metade de 2026, antes de uma recuperação gradual no ano seguinte. A Índia também aparece no radar dos mercados diante dos efeitos da alta do petróleo.

Indonésia mantém crescimento acima de 5%

Outra economia de destaque, a da Indonésia deve crescer 5,2% em 2026, segundo a OCDE. Para 2027, a previsão é de uma leve desaceleração, para 5,1%.

A organização afirma que melhores termos de troca devem continuar favorecendo os investimentos no país. A Indonésia também está entre as economias emergentes cuja atividade foi sustentada pela demanda doméstica e por medidas de apoio diante dos preços mais elevados de energia.

China cresce, mas perde ritmo

Na China, a expansão deve chegar a 4,5% em 2026, antes de recuar para 4,2% em 2027. A economia chinesa, portanto, segue crescendo acima da média mundial, mas apresenta uma trajetória de desaceleração.

Segundo a OCDE, o avanço da atividade na China foi ajudado pelo desempenho da produção e das exportações relacionadas à tecnologia. Ao mesmo tempo, o crescimento dos investimentos deve ser limitado por políticas do governo voltadas a conter o excesso de capacidade produtiva.

E o Brasil?

No Brasil, a OCDE projeta crescimento de 2% em 2026 e 1,9% em 2027. A estimativa brasileira foi revisada para cima em relação à previsão anterior. A OCDE elevou a projeção para o PIB brasileiro ao avaliar que a economia tem mostrado resiliência diante dos choques de energia.

A organização destaca o papel da demanda doméstica e das políticas governamentais para amortecer o impacto dos preços mais altos sobre famílias e empresas. Em comparação com as principais economias, a previsão para o Brasil supera a da zona do euro, estimada em 1% em 2026, mas fica abaixo dos principais mercados emergentes de crescimento mais acelerado.

Nos Estados Unidos, o PIB deve avançar 2,2% em 2026 e 2,1% em 2027. Os investimentos em inteligência artificial ajudam a sustentar a atividade, embora o consumo enfrente limitações decorrentes da perda de poder de compra.

Veja as principais projeções da OCDE

EconomiaPIB 2026PIB 2027Inflação 2026Inflação 2027
Brasil2,0%1,9%5,1%4,3%
Estados Unidos2,2%2,1%3,6%2,6%
China4,5%4,2%1,4%1,9%
Zona do euro1,0%1,0%3,0%2,9%
Argentina2,6%3,0%30,8%20,5%
Índia7,1%6,5%4,7%4,2%
Indonésia5,2%5,1%3,3%3,0%
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