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Aplicativo revela detalhes de sítios militares americanos

Mapa de um app de fitness também revela rotas de saída de bases, informação que pode ser utilizada para planejar ataques, ou emboscadas

Exército americano: mapa revela os movimentos de seus usuários pelo mundo, indicando a intensidade de uma travessia ao longo de determinada rota (REUTERS/Andrew Burton/Reuters)
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AFP

Publicado em 29 de janeiro de 2018 às 08h02.

Um mapa que mostra rotas usadas pelos usuários de um aplicativo de fitness revela informações potencialmente sensíveis sobre pessoal militar aliado e americano em lugares como Afeganistão, Síria e Iraque.

Enquanto algumas bases são conhecidas por grupos inimigos, o mapa também revela o que parecem ser rotas de saída das bases, informação que pode ser utilizada para planejar ataques, ou emboscadas.

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Elaborado pelo Strava Labs, o mapa revela os movimentos de seus usuários pelo mundo, indicando a intensidade de uma travessia ao longo de determinada rota. É uma "visualização direta da rede global de atletas do Strava", indica o app.

O mapa do Iraque aparece, por exemplo, escuro em sua maioria, indicando o uso limitado do app do Strava, mas uma série de bases militares conhecidas - onde estão instaladas as forças da coalizão americana que luta contra o Estado Islâmico (EI) - se sobressai com detalhe. Entre elas, Taji, ao norte de Bagdá; Qayyarah, ao sul de Mossul; Speicher, perto de Tikrit; e Al-Assad, na província de Anbar.

O app também ressalta sítios menores no norte e no oeste do Iraque, indicando a presença de outras instalações menos conhecidas.

O mesmo acontece no Afeganistão, onde a base aérea de Bagram, ao norte de Cabul, é um centro de atividades, assim como várias outras locações no sul do país. E, na Síria, Qamishli, no noroeste, um baluarte das forças curdas aliadas dos Estados Unidos, aparece claramente visível.

O analista de segurança Tobias Schneider - um dos que descobriram que o mapa mostrava bases militares - notou que apareciam instalações do Exército na Síria, assim como a base Madama usada pelas forças francesas no Níger.

O Departamento americano da Defesa (DoD) disse que está "revisando" a situação.

"Informação recente enfatiza a necessidade de ter consciência de localização quando militares compartilham informação pessoal", disse a porta-voz do Pentágono, major Audricia Harris, à AFP.

"O DoD leva muito a sério assuntos como esse e está revisando a situação para determinar se são necessários" guias, ou políticas adicionais, para garantir "a segurança do pessoal de defesa em casa e no exterior", acrescentou.

O Pentágono "recomenda limitar os perfis públicos na Internet, incluindo as contas pessoais nas redes sociais", indicou Harris.

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