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Alemanha propõe adiar conversas com Turquia após protestos

União Europeia planejava reanimar as ambições da Turquia com o bloco nesta quarta-feira, abrindo um novo capítulo em suas conversas sobre adesão ao bloco

Premiê turco (no fundo) faz discurso para apoiadores durante comício do partido AK, em Kayseri, na Turquia (Reuters)

Premiê turco (no fundo) faz discurso para apoiadores durante comício do partido AK, em Kayseri, na Turquia (Reuters)

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Adrian Croft, Justyna Pawlak

24 de junho de 2013, 13h57

Luxemburgo - A Alemanha propôs nesta segunda-feira adiar por cerca de quatro meses uma nova rodada de conversas de adesão à União Europeia com a Turquia, para assinalar o descontentamento da UE com o modo como Ancara está lidando com protestos antigoverno.

A UE planejava reanimar as ambições da Turquia com o bloco nesta quarta-feira, abrindo um novo capítulo, ou área política, em suas conversas sobre adesão à UE -a primeira aberta desde 2010.

Mas a Alemanha, apoiada por vários outros países da UE, está impedindo o plano pelo modo como a Turquia tratou dos protestos antigoverno que varreram suas cidades, depois que a polícia usou gás lacrimogêneo e canhão de água para dispersar uma demonstração contra a restauração de uma praça em Istambul.

Duas semanas de confrontos com a polícia deixaram quatro pessoas mortas, inclusive um policial, e cerca de 7.500 feridos.

Um adiamento na abertura do novo capítulo levantaria dúvidas sobre se a Turquia, um país predominantemente muçulmano de 76 milhões de pessoas, será algum dia admitido no clube europeu.