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Alemanha espera que Maduro reformule Constituinte após plebiscito

Para o governo alemão, "o plebiscito expressou claramente a vontade do país"

Venezuela: a embaixada alemã em Caracas está em contato com representantes da oposição (Marco Bello/Reuters)

Venezuela: a embaixada alemã em Caracas está em contato com representantes da oposição (Marco Bello/Reuters)

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EFE

Publicado em 17 de julho de 2017 às 10h56.

Última atualização em 17 de julho de 2017 às 10h58.

Berlim - O governo alemão considera que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deve revisar a convocação da Assembleia Nacional Constituinte após a consulta opositora de ontem na qual 6,3 milhões de pessoas mostraram oposição ao plano de reformas do executivo.

"Do nosso ponto de vista, o plebiscito expressou claramente a vontade do país. Ainda que o resultado não seja juridicamente vinculativo deve levar o presidente Maduro a reformula a convocação da Constituinte", disse a vice-porta-voz do Ministério de Exteriores, Maria Adebahr.

Ela afirmou que a embaixada alemã em Caracas está em contato com representantes da oposição, mas não quis mencionar nomes. A porta-voz ainda comemorou o fato da consulta ter acontecido, apesar das difíceis condições.

Na consulta popular convocada pela oposição, sem a aprovação da Justiça Eleitoral, participaram mais de 7 milhões de pessoas e 98,4% dos eleitores votaram contra a formação da Assembleia Nacional Constituinte promovida por Maduro para mudar a Constituição.

Além disso, 98,5% votou afirmativamente para pedir às Forças Armadas que obedeça as decisões do Parlamento, de maioria opositora, e 98,3% aprovou a renovação dos poderes públicos e a convocação de eleições "livres e transparentes".

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