Alemanha espera explicações do embaixador dos EUA por suposta ingerência

O embaixador dos Estados Unidos, Richard Grenell, declarou à plataforma populista Breitbart que se comprometia em apoiar formações conservadoras europeias

Berlim - O Governo alemão convidou nesta segunda-feira o embaixador dos Estados Unidos, Richard Grenell, a dar "explicações" pelas declarações à plataforma populista Breitbart nas quais se comprometia a apoiar formações conservadoras europeias desde sua posição em Berlim.

"Pedimos uma explicação sobre se fez esta afirmação tal como foi divulgada", disse um porta-voz do Ministério alemão das Relações Exteriores, para acrescentar que o próprio Grenell terá chance de dar sua versão dos fatos na próxima quarta-feira, quando deve se apresentar perante esse departamento.

A reunião, a primeira de Grenell perante esse ministério como novo embaixador, deverá servir para "esclarecer convenientemente esta questão", acrescentou a fonte.

A origem da polêmica está em controversas declarações do diplomata a Breitbart, nas quais se mostrava determinado a "impulsionar" formações conservadoras na Europa e convencido de que o avanço destas se deve a um "fracasso dos conceitos esquerdistas".

Estas afirmações, nada de acordo com a esperada por um diplomata, foram interpretadas imediatamente em Berlim como um propósito de exercer ingerência política.

Na reunião da próxima quarta-feira, está previsto que se apresente formalmente como novo embaixador perante o diretor político do departamento de Relações Exteriores, Andreas Michaelis.

Grenell foi nomeado novo embaixador em maio e já então foi destacado nos veículos de imprensa alemães seu perfil abertamente conservador e sua proximidade ao populismo de direita.

Desde então manteve várias reuniões com destacados representantes da ala mais direitista da União Democrata-Cristã (CDU) de Angela Merkel, como o ministro de Saúde, Jens Spahn, considerado um rival interno da chanceler.

Imediatamente depois de assumir esse posto, Grenell já suscitou as primeiras críticas, ao pressionar as empresas alemãs a deixar seus negócios no Irã, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a saída do país do acordo nuclear com Teerã.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.