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AI denuncia aumento da repressão em Cuba

Nesta terça e quarta-feira é realizada em Havana uma cúpula de chefes de Estado e de governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos


	Havana: "Os chefes de Estado e Ban Ki-moon não devem ignorar o fato de que ativistas cubanos estão reprimidos por seu governo", manifestou Zúñiga
 (AFP)

Havana: "Os chefes de Estado e Ban Ki-moon não devem ignorar o fato de que ativistas cubanos estão reprimidos por seu governo", manifestou Zúñiga (AFP)

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Da Redação

Publicado em 28 de janeiro de 2014 às 14h53.

Londres - A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) denunciou nesta terça-feira a prisão arbitrária de dezenas de opositores em Cuba às vésperas da cúpula latino-americana, e pediu o fim da repressão.

"A atitude das autoridades cubanas é um ataque ultrajante às liberdades de expressão e de reunião que não deveria passar inadvertida aos muitos líderes que nestes dias se encontram em Havana", disse Javier Zúñiga, da AI, em um comunicado divulgado em Londres, onde a organização tem sua sede.

"É uma tentativa vã de silenciar aqueles que denunciam a violação sistemática dos direitos de opinião, reunião e manifestação em Cuba", acrescentou Zúñiga.

Nesta terça e quarta-feira é realizada em Havana uma cúpula de chefes de Estado e de governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Segundo a AI, dezenas de dissidentes foram detidos no último fim de semana em várias localidades de Cuba ou foram avisados para não se dirigirem à capital.

Citando a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, a AI fala de 43 pessoas detidas por breves períodos de tempo entre os dias 23 e 26 de janeiro.

Outras cinco foram colocadas em prisão domiciliar e 18 foram alertadas para não viajar a Havana.

Os chefes de Estado e "o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, não devem ignorar o fato de que, enquanto eles seguem chegando a Havana para participar da cúpula, ativistas cubanos e cubanas estão reprimidos por seu governo", manifestou Zúñiga.

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