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Ação militar deixa ao menos 35 mortos no Sudão, diz comitê

Ao menos 100 pessoas ficaram feridas após ataque no acampamento de opositores na frente da sede do Exército

Sudão: opositores e militares discordam do regime de transição até as próximas eleições (Stringer/Reuters)

Sudão: opositores e militares discordam do regime de transição até as próximas eleições (Stringer/Reuters)

A
AFP

4 de junho de 2019, 10h53

Mais de 35 manifestantes morreram e centenas ficaram feridos nesta segunda-feira na dispersão do acampamento diante do quartel-general do Exército em Cartum, anunciou o Comitê Central de Médicos Sudaneses.

"O número de pessoas mortas pela repressão do Conselho Militar diante da sede militar supera 35. Centenas de pessoas ficaram feridas", afirmou o Comitê, uma organização próxima aos manifestantes, no balanço mais recente divulgado nesta terça-feira.

O acampamento foi criado em 6 de abril para exigir a renúncia do presidente Omar al Bashir, que foi destituído pelo exército em 11 de abril.

Os manifestantes, no entanto, prosseguiram com o protesto para exigir a transferência do poder aos civis.

Após a retirada dos manifestantes, o comandante do Conselho Militar de Transição, o general Abdel Fatah al Burhan, anulou os acordos com a oposição e anunciou a organização de eleições em um prazo de nove meses.

O conselho militar "decidiu cessar as negociações com a Aliança pela Liberdade e a Mudança (ALC), cancelar o que havia sido acordado e organizar eleições gerais dentro de nove meses", afirmou Burhan em uma mensagem ao país.