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Arábia Saudita condena jovem à morte por insulto a Maomé

No país, há condenação à pena de morte por assassinato, violação, narcotráfico, bruxaria e homossexualismo


	Salman bin Abdul Aziz: a pena deverá ser revisada, caso seja confirmada, pela Corte Suprema e só aplicada após a ordem final do rei saudita
 (Lintao Zhang/Pool/Files/Reuters)

Salman bin Abdul Aziz: a pena deverá ser revisada, caso seja confirmada, pela Corte Suprema e só aplicada após a ordem final do rei saudita (Lintao Zhang/Pool/Files/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 23 de fevereiro de 2015 às 13h35.

Riad - Um tribunal de primeira instância da Arábia Saudita condenou à pena de morte um jovem por "insultar a Deus" e o profeta Maomé e por "rasgar" o Corão, informa nesta segunda-feira o jornal "Al Sharq" em sua versão digital.

No ano passado, a polícia moral saudita deteve o jovem de 20 anos, na zona de Hafr al Batin (nordeste), para apresentá-lo perante a justiça sob a acusação de "insultar a Deus, Maomé e sua filha Fátima", segundo o jornal.

O jovem também é acusado de "rasgar" o Corão e divulgar imagens deste ato pelas redes sociais.

O tribunal emitiu um veredicto no qual condena o acusado à pena de morte por "apostasia". A sentença pode ser recorrida perante o Tribunal de Apelação.

A pena deverá ser revisada, caso seja confirmada, pela Corte Suprema e só será aplicada após a ordem final do rei saudita, Salman bin Abdelaziz.

Estes tipos de execuções são aplicadas na Arábia Saudita em virtude de uma estrita interpretação da "sharia" (lei islâmica) e consistem em decapitar o acusado com um espada.

Na Arábia Saudita há condenação à pena de morte por assassinato, violação, narcotráfico, bruxaria e homossexualismo.

Além disso, são impostos outros tipos de castigos como o apedrejamento ou a amputação de membros. 

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