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Big techs perdem mais de uma B3 em valor de mercado em 3 sessões

Apple, Microsoft, Alphabet e Amazon tiveram queda conjunta de 861 bilhões de dólares desde a última quinta-feira, aponta Economatica

Bolsa em queda: Nasdaq acumula queda de 10% nos últimos três pregões (Spencer Platt/Getty Images)

Bolsa em queda: Nasdaq acumula queda de 10% nos últimos três pregões (Spencer Platt/Getty Images)

MS

Marcelo Sakate

Publicado em 9 de setembro de 2020 às 06h00.

A onda de venda de ações nas bolsas americanas e, em especial, das empresas de tecnologia, já eliminou mais de 2,7 trilhões de dólares em valor de mercado desde a última quinta-feira, 3. No período, o principal índice da Nasdaq, a bolsa que reúne as ações de tecnologia, recuou 10%, despertando temores de uma nova espiral de perdas.

Quatro das big techs, como são chamadas as maiores companhias do setor, perderam somadas 861 bilhões de dólares: Apple, Microsoft, Alphabet (a holding do Google) e Amazon. O montante supera com folga os 781 bilhões de dólares de valor de mercado das mais de 300 empresas listadas na B3, a bolsa brasileira, segundo cálculos da Economatica.

Apenas a Apple, empresa mais valiosa do mundo, perdeu 318 bilhões em valor de mercado nas últimas três sessões da bolsa (não houve pregão na segunda-feira, 7), caindo abaixo da barreira dos 2 trilhões de dólares. O valor estava em 1,930 trilhão no fechamento da terça. Logo em seguida, a Microsoft perdeu 219 bilhões de dólares.

Analistas e economistas se dividem sobre o que vem a seguir. Quem defende que o movimento de correção das ações era necessário aponta o fato de que o índice da Nasdaq subiu 76% em menos de seis meses, do fundo do poço em março até a quinta passada. E entende que ainda há espaço para quedas por causa dos valuations elevados.

Na outra ponta, há quem afirme que a pandemia acelerou de tal modo a transformação digital da sociedade que as empresas de tecnologia ainda vão crescer muito nos próximos trimestres, com reflexos esperados e justificados nos preços das ações. É um dos argumentos utilizados pelo estrategista-chefe global de ações do Goldman Sachs, Peter Oppenheimer, em relatório distribuído a clientes nesta semana.

 

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