Mercado Imobiliário

Setor imobiliário movimenta R$ 697 bilhões no mercado de capitais

Avanço de 7,5% foi impulsionado por FIIs e CRIs, mas ficou abaixo da média de expansão do mercado como um todo

FII e CRI: patrimônio dos instrumentos chegou a R$ 245 bilhões (Leandro Fonseca /Exame)

FII e CRI: patrimônio dos instrumentos chegou a R$ 245 bilhões (Leandro Fonseca /Exame)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 18 de novembro de 2025 às 07h56.

O setor imobiliário ampliou sua presença no mercado de capitais brasileiro em 2025, com R$ 697 bilhões movimentados entre dezembro de 2024 e setembro deste ano, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O dado representa uma alta de 7,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

O avanço foi impulsionado especialmente por dois instrumentos: os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), que juntos responderam por mais de 88% desse volume.

O patrimônio líquido dos FIIs chegou a R$ 370 bilhões, com alta de 5,9% no período, enquanto o estoque de CRIs cresceu 9,6%, totalizando R$ 245 bilhões.

A performance ficou abaixo da expansão registrada pelo mercado de capitais como um todo, que avançou 12% no mesmo intervalo — de R$ 15,3 trilhões para R$ 17,2 trilhões. Ainda assim, o setor imobiliário manteve ritmo consistente e participação relevante, avaliam os autores do levantamento.

Os dados fazem parte da 2ª edição do Boletim Setor Imobiliário da CVM, produzido pela Superintendência de Securitização e Agronegócio (SSE), responsável por monitorar os instrumentos financeiros vinculados ao mercado de imóveis.

A publicação aponta para um amadurecimento dos mecanismos de financiamento imobiliário, mesmo em um ambiente de juros ainda elevados. O boletim também reforça o papel dos instrumentos de securitização — como os CRIs — na diversificação de fontes de captação e redução da dependência do crédito bancário tradicional.

A tendência é acompanhada por maior participação de investidores institucionais e pessoas físicas no mercado secundário, especialmente por meio de FIIs listados na bolsa.

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