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TotalPass premia empresas e expõe desafio de transformar bem-estar em estratégia

Prêmio reconhece organizações mais maduras e revela como o mercado está estruturando ações de saúde física e emocional

Exercício físico: acesso à academia tornou-se padrão para muitas empresas (Reprodução/Thinkstock)

Exercício físico: acesso à academia tornou-se padrão para muitas empresas (Reprodução/Thinkstock)

Soraia Alves
Soraia Alves

Repórter de Marketing

Publicado em 9 de agosto de 2026 às 15h44.

Oferecer acesso à academia ou atendimento psicológico tornou-se padrão para muitas organizações. Agora, o desafio é mostrar que esses programas têm indicadores que comprovam o quanto a aposta em uma tendência gerou impacto sobre os funcionários.

Para isso, o TotalPass lança a primeira edição do Prêmio RH de Bem-Estar, desenvolvido em parceria com a Pin People. Além de reconhecer empresas consideradas mais maduras nessa agenda, a iniciativa traz um retrato de como as organizações brasileiras vêm tratando o tema.

O levantamento ouviu 567 empresas de mais de 30 setores. Segundo os dados coletados, todas as participantes oferecem iniciativas relacionadas ao bem-estar físico, enquanto 97% desenvolvem ações voltadas à saúde emocional.

"O prêmio reconhece organizações que já avançaram nessa construção e também inspira outras empresas a desenvolverem iniciativas mais estruturadas, consistentes e conectadas às necessidades de seus colaboradores”, afirma Felipe Calbucci, CEO Latam da TotalPass.

Estratégia quase não monitorada

Segundo a pesquisa, 40% das empresas não possuem uma política formal sobre o tema e 40,3% não monitoram os resultados das iniciativas (ou fazem isso apenas quando surge algum problema). Outro dado chama atenção: embora 65,2% tenham profissionais dedicados operacionalmente ao assunto, apenas 10,8% afirmam que suas lideranças participam da criação e implementação de novas práticas.

"Quase metade das empresas ainda não tem uma política formal e boa parte só acompanha as iniciativas de forma reativa. O próximo passo não é oferecer mais benefícios, mas estruturar o que já existe, com liderança engajada, governança e indicadores claros", afirma Frederico Lacerda, CEO e cofundador da Pin People.

Pressão da regulação

O levantamento foi divulgado poucos meses depois de a atualização da NR-1 ampliar a atenção das empresas para a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A pesquisa indica que essa adaptação ainda está em curso.

Pouco mais da metade das empresas (51,5%) afirma ter incorporado a gestão de riscos psicossociais ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com ações planejadas e periódicas. Nas demais organizações, o tema ainda aparece de forma pontual ou sem um processo estruturado.

Outro obstáculo está na adesão dos próprios funcionários. Para 44% das empresas, a principal barreira ao uso dos benefícios é a falta de tempo. Em seguida, aparecem o desconhecimento sobre os programas disponíveis e a percepção de baixa relevância das iniciativas.

Tendência que vira cultura

Para Calbucci, a tendência é que o bem-estar deixe de ser tratado apenas como um benefício oferecido pelo RH e passe a integrar a cultura das empresas.

"Quando o bem-estar faz parte da cultura e das decisões da empresa, ele deixa de ser uma ação pontual e passa a transformar a experiência de trabalho", diz.

Na primeira edição do prêmio, cinco empresas foram reconhecidas em categorias divididas pelo número de colaboradores: Ashland, PD Case, Numen, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e Suzano.

As organizações foram avaliadas a partir de critérios como governança, cultura de bem-estar, benefícios oferecidos e indicadores de impacto para o negócio.

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