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Sophia Foster-Dimino, a mente por trás dos doodle

Formada pela Rhode Island School of Design, Sophia conta com a colaboração de inúmeros funcionários espalhados ao redor do mundo

Sophia Foster-Dimino é uma das designers responsáveis pela criação dos doodles (Reprodução)

Sophia Foster-Dimino é uma das designers responsáveis pela criação dos doodles (Reprodução)

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Vinicius Aguiari

26 de março de 2012, 12h16

São Paulo - Sophia Foster-Dimino nunca imaginou que um dia suas ilustrações seriam vistas por milhões de pessoas ao redor do mundo enquanto passava as tardes no Museu Ringling, em sua cidade natal, Sarasota, na Flórida. Hoje, ela é membro da equipe de criação dos doodles, como são conhecidos os logos alterados do Google.

Formada pela Rhode Island School of Design, de Provicende, nos EUA, Sophia conta com a colaboração de inúmeros funcionários espalhados ao redor do mundo, que enviam sugestões de temas e atuam como consultores locais. “Um dos diferenciais do Google é que seus funcionários têm uma curiosidade natural e um desejo de aprender coisas novas. Por isso, não há escassez de temas”, explica ela.

O planejamento da equipe é feito a cada três meses. Para ser homenageada pelo Google, uma personalidade precisa transmitir valores inatos à empresa, como inovação, criatividade e inspiração. O cantor Freddie Mercury, a pintora Tarsila do Amaral, o músico Johann Wolfgang von Goethe, o matemático Pierre de Fermat e o escritor Jorge Luis Borges são algumas das muitas que já tiveram a honra.

“Às vezes, uma personalidade é selecionada, mas, por questão de calendário, pode ser que a publicação de seu doodle leve até dois anos”, explica Sophia. Os doodles em homenagem as personalidades sempre vão ao ar no dia do nascimento da pessoa.

Cinco anos de música em 48 horas

Um dos logos de maior sucesso entrou no ar em junho deste ano. Em homenagem ao músico e inventor do modelo de guitarras que leva seu nome, o doodle Les Paul teve uma recepção tão positiva que até ganhou um endereço próprio definitivo.

Combinando elementos de HTML5, o doodle permitia que os usuários dedilhassem as seis cordas de uma guitarra por meio do teclado ou por meio do mouse. “Em 48 horas, tivemos o equivalente há cinco anos em gravações de música”, diz Sophia. No último dia de Halloween, a equipe talhou o nome Google em abóboras gigantes. Em seguida, iluminou-as. Toda a ação foi registrada em vídeo e publicada no YouTube.

Porém, nem só de acertos é o feito o trabalho da equipe de criação dos doodles. Em 2003, durante as comemoramos do 50º aniversário da descoberta da dupla hélice do DNA, uma das fitas não foi desenhada com precisão científica. “Alguns usuários apontaram o erro, nós rapidamente a redesenhamos e colocamos no ar novamente”, explica Sophia. Desde então, a equipe tem tido atenção redobrada com os detalhes e com a apuração dos projetos.

A estimativa é que, desde 1998, quando o primeiro doodle foi rabiscado por Larry Page e Sergey Brin, mais de 1000 logos alterados já foram publicados. No ritmo atual, 200 novos são feitos a cada ano. O histórico completo pode ser acessado no endereço www.google.com/logos.