Marketing

Reino Unido proíbe anúncio de rímel da Dior

No anúncio, a atriz é acompanhada por um texto que diz que o rímel provoca um "efeito espetacular de multiplicação do volume, cílio por cílio"


	Christian Dior: a ASA afirmou que não há provas de que o produto possa imitar o resultado que aparece no anúncio
 (Wing: Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Christian Dior: a ASA afirmou que não há provas de que o produto possa imitar o resultado que aparece no anúncio (Wing: Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 25 de outubro de 2012 às 17h35.

Londres - Um anúncio de um rímel da Christian Dior foi proibido no Reino Unido por "induzir os consumidores ao erro" ao retocar digitalmente os cílios da atriz que estrela a campanha, a americana Natalie Portman, e mostrar um resultado que não corresponde com a realidade.

No anúncio, a atriz é acompanhada por um texto que diz que o rímel provoca um "efeito espetacular de multiplicação do volume, cílio por cílio".

O órgão regulador de publicidade do Reino Unido (ASA, por sua sigla em inglês) decidiu proibir a campanha depois que uma das marcas concorrentes da Dior na indústria de cosméticos, a L"Oreal, emitiu uma queixa contra o anúncio por "considerá-lo exagerado e fazer com que os consumidores sejam enganados sobre os possíveis efeitos do produto".

A Dior saiu em defesa do anúncio e assegurou que a atriz não utilizou cílios postiços no comercial, mas reconheceu que os responsáveis pela criação da propaganda usaram Photoshop para aumentar a espessura e o volume dos cílios.

Além disso, a marca disse que os consumidores esperam que as imagens usadas em propagandas de produtos de beleza sejam feitas com um estilo profissional, de acordo com a imprensa britânica.

Porém, a ASA afirmou que não há provas de que o produto possa imitar o resultado que aparece no anúncio, por isso que ele pode "induzir ao erro".

Não é a primeira vez que são proibidos, no Reino Unido, anúncios que foram tratados com Photoshop, já que em fevereiro foi vetada a publicidade de um creme antirrugas da L"Oreal, por retocar o rosto de sua protagonista, a atriz Rachel Weisz, até "enganar os consumidores" sobre os efeitos do produto.

Essa decisão foi, inclusive, aplaudida no âmbito político pela deputada liberal-democrata Jo Swinson, que apoia uma campanha contra o uso de imagens de beleza não realistas em publicidade. "O que foi estabelecido na ASA contra a publicidade com fotografias muito retocadas deveria servir como uma chamada de atenção".

A L"Oreal foi uma das grandes prejudicadas pela regulamentação britânica pois, além do anúncio de Weizs, também foram vetadas outras campanhas como as de Julia Roberts, Christy Turlington e Penélope Cruz. 

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