Propaganda com Gisele Bündchen é acusada de discriminação contra mulher
Peça da Hope com a modelo "ensina" mulheres a fazerem uso de seu "charme" para amenizar reações de seus companheiros frente a incidentes do cotidiano
Da Redação
Publicado em 28 de setembro de 2011 às 10h15.
São Paulo - "Hope ensina" é a campanha da empresa que "ensina" como a sensualidade pode deixar qualquer homem "derretido".
Criada pela Giovanni+Draftfcb, a peça coloca a modelo Gisele Bündchen para estimular as mulheres brasileiras a fazerem uso de seu "charme" para amenizar possíveis reações de seus companheiros frente a incidentes do cotidiano.
Desde que foi ao ar, no último dia 20, a Ouvidoria, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), recebeu reclamações de indignação a respeito da propaganda e enviou dois ofícios.
Um ao Conar, pedindo a suspensão da propaganda, com base nos arts. 19 a 21 do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, e do art. 30, II, do Regimento Interno do Conselho de Ética (RICE). O outro, ao diretor na Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, manifestando repúdio à campanha.
A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas, diz a Ouvidoria. Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os arts. 1° e 5° da Constituição Federal.
Assista a um dos comerciais:
São Paulo - "Hope ensina" é a campanha da empresa que "ensina" como a sensualidade pode deixar qualquer homem "derretido".
Criada pela Giovanni+Draftfcb, a peça coloca a modelo Gisele Bündchen para estimular as mulheres brasileiras a fazerem uso de seu "charme" para amenizar possíveis reações de seus companheiros frente a incidentes do cotidiano.
Desde que foi ao ar, no último dia 20, a Ouvidoria, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), recebeu reclamações de indignação a respeito da propaganda e enviou dois ofícios.
Um ao Conar, pedindo a suspensão da propaganda, com base nos arts. 19 a 21 do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, e do art. 30, II, do Regimento Interno do Conselho de Ética (RICE). O outro, ao diretor na Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, manifestando repúdio à campanha.
A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas, diz a Ouvidoria. Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os arts. 1° e 5° da Constituição Federal.
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